Homenagem a Baptista Pereira
O Espaço do Desporto da Festa vai este ano prestar uma merecida homenagem a Baptista Pereira, carismático nadador de extrema bravura e coragem que assumiu e concretizou o desafio de atravessar o canal da Mancha a nado, feito histórico de um homem simples, de um atleta notável e militante comunista.
21 de Agosto de 1954 foi a data que ficou para a história graças à travessia efectuada por este exímio nadador nascido em Alhandra, terra dos «Esteiros» de Soeiro Pereira Gomes, romance dedicado aos «homens que nunca foram meninos», à semelhança de Baptista Pereira. Por sinal, a personagem principal daquela obra literária, o inesquecível «Gineto», é inspirada na infância deste nadador que, desde miúdo habituou-se a atravessar a nado o Tejo, num vai-e-vem entre as duas margens.
Com as crianças da sua idade, viveu as privações dos filhos de gente pobre nos tempos do fascismo. As regulares travessias eram suscitadas pela fome que assolava a região e obrigava as crianças a atravessar para Alcochete, em busca de fruta para saciar o estômago.
Iniciou-se na natação competitiva com 15 anos, em 1935, ao serviço do Alhandra Sporting Clube onde bate os recordes nacionais dos 200 e dos 500 metros.
Em plena ditadura fascista, corria o ano de 1946, representou Portugal no torneio entre Portugal e Espanha, em Tenerife nas Canárias e, frente a um painel gigante com o ditador espanhol Franco, assume a corajosa atitude de erguer o punho direito cerrado.
A partir daqui, a PIDE e o regime nunca mais largaram este homem corajoso, que foi irradiado de todas as práticas desportivas.
Mas, nesta altura, já Baptista Pereira tinha granjeado um enorme prestígio entre o povo que contestou a medida de tal forma que o regime viu-se obrigado a revogar o castigo.
Torna-se assim campeão do povo e, durante a sua vida, muitas foram as peripécias por ele vividas.
Consagrou-se um dos melhores nadadores de longas distâncias de todos os tempos, homem de grande coragem e exemplar desportista que nunca abdicou dos seus princípios e ideais comunistas e soube defendê-los com grande determinação.
Todas as aventuras e peripécias – e não são poucas - desta singular personagem da nossa História vão ser dadas a conhecer numa merecida homenagem a este exemplo para as gerações futuras.
21 de Agosto de 1954 foi a data que ficou para a história graças à travessia efectuada por este exímio nadador nascido em Alhandra, terra dos «Esteiros» de Soeiro Pereira Gomes, romance dedicado aos «homens que nunca foram meninos», à semelhança de Baptista Pereira. Por sinal, a personagem principal daquela obra literária, o inesquecível «Gineto», é inspirada na infância deste nadador que, desde miúdo habituou-se a atravessar a nado o Tejo, num vai-e-vem entre as duas margens.
Com as crianças da sua idade, viveu as privações dos filhos de gente pobre nos tempos do fascismo. As regulares travessias eram suscitadas pela fome que assolava a região e obrigava as crianças a atravessar para Alcochete, em busca de fruta para saciar o estômago.
Iniciou-se na natação competitiva com 15 anos, em 1935, ao serviço do Alhandra Sporting Clube onde bate os recordes nacionais dos 200 e dos 500 metros.
Em plena ditadura fascista, corria o ano de 1946, representou Portugal no torneio entre Portugal e Espanha, em Tenerife nas Canárias e, frente a um painel gigante com o ditador espanhol Franco, assume a corajosa atitude de erguer o punho direito cerrado.
A partir daqui, a PIDE e o regime nunca mais largaram este homem corajoso, que foi irradiado de todas as práticas desportivas.
Mas, nesta altura, já Baptista Pereira tinha granjeado um enorme prestígio entre o povo que contestou a medida de tal forma que o regime viu-se obrigado a revogar o castigo.
Torna-se assim campeão do povo e, durante a sua vida, muitas foram as peripécias por ele vividas.
Consagrou-se um dos melhores nadadores de longas distâncias de todos os tempos, homem de grande coragem e exemplar desportista que nunca abdicou dos seus princípios e ideais comunistas e soube defendê-los com grande determinação.
Todas as aventuras e peripécias – e não são poucas - desta singular personagem da nossa História vão ser dadas a conhecer numa merecida homenagem a este exemplo para as gerações futuras.