Estrangeiros esquecem Portugal
O Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em Portugal caiu 56 por cento em 2003, face a 2002, segundo revela um estudo do Eurostat.
A quase totalidade do investimento estrangeiro foi extra-comunitário
Os dados divulgados, na sexta-feira, 29, indicam que Portugal investiu 864 milhões de euros nos países extra-comunitários durante 2003, e desinvestiu 779 milhões nos parceiros da União Europeia (UE).
O grosso dos investimentos estrangeiros veio de países extra-comunitários, 800 milhões de euros, contra os apenas 52 milhões euros que tiveram origem nos parceiros da UE. Em 2002, o Portugal tinha atraído 295 milhões de euros fora da UE e 1665 na comunidade, somando um total de 1960 milhões de euros.
O estudo indica ainda que o investimento directo dos 25 países membros da UE em países extra-comunitários aumentou 80 por cento em 2003, face a 2002, atingindo os 118 mil milhões de euros, contra 65 mil milhões.
Por sua vez os IDE de países terceiros na União Europeia caíram 15 por cento, para 77 mil milhões de euros.
Estes resultados foram fortemente influenciados pelo aumento dos investimentos europeus nos Estados Unidos, onde foram aplicados 49 mil milhões de euros, depois de em 2002, se ter verificado um desinvestimento de três mil milhões de euros.
Em sentido oposto, a queda nos fluxos de capitais para a União Europeia foi em grande parte consequência da diminuição em dois terços dos IDE norte americanos, que passaram de 51 mil milhões em 2002 para 18 mil milhões de euros em 2003.
Assim, em 2003, os EUA eram o principal parceiro económico da União Europeia, recebendo 42 por cento dos investimentos da UE-25 no exterior, ao mesmo tempo que era responsável por 23 por cento do total de investimentos realizados na UE por países terceiros.
Investidores saem da EU
Excluindo os EUA, os IDE captados pela UE-25 cresceram 25 por cento embora, em comparação com 2002, se tenha mantido o nível de investimentos europeus no exterior.
Os países com maiores fluxos de investimento extra-comunitário foram o Reino Unido, o Luxemburgo e a França. No caso britânico, os investimentos nos países fora da UE atingiram 32 mil milhões de euros, o que representa 27 por cento do investimento total da UE-25 no exterior.
O Luxemburgo investiu 31 mil milhões de euros foram da UE e a França 13 mil milhões de euros. A Holanda foi responsável por 10 mil milhões de euros em IDE em países terceiros.
Os principais destinos de capitais extra-europeus foram o Luxemburgo, com 38 mil milhões de euros (49% do total); a França, com 11 mil milhões, o Reino Unido, com oito mil milhões e a Espanha, com 6 mil milhões de euros. Segundo o Eurostat o lugar cimeiro do Luxemburgo nos fluxos de IDE extra-comunitário resulta da «importância da sua actividade de intermediação financeira».
Em 2003, os fluxos financeiros tiveram um saldo negativo na UE, ou seja foram investidos no exterior mais 41 mil milhões de euros (0,4% do respectivo Produto Interno Bruto) do que o montante aplicado na Comunidade por países terceiros.
Pelo contrário, em 2002, a UE tinha beneficiado de influxo de capitais que superou em 26 mil milhões de euros (0,3% do Produto) os investimentos efectuados no exterior.
Também entre os países membros da UE, os fluxos de IDE diminuíram cerca de 40 por cento no ano passado, com o Luxemburgo, o Reino Unido e a Alemanha a registarem as maiores quedas e a Bélgica os maiores aumentos.
O Luxemburgo investiu mais 14 mil milhões de euros do que recebeu, o Reino Unido mais 11 mil milhões e a França mais 7 mil milhões de euros. Do lado inverso, a Irlanda recebeu mais 16 mil milhões de IDE do que aplicou nos parceiros, seguindo-se a Alemanha, com um balanço positivo de mais 14 mil milhões de euros.
O grosso dos investimentos estrangeiros veio de países extra-comunitários, 800 milhões de euros, contra os apenas 52 milhões euros que tiveram origem nos parceiros da UE. Em 2002, o Portugal tinha atraído 295 milhões de euros fora da UE e 1665 na comunidade, somando um total de 1960 milhões de euros.
O estudo indica ainda que o investimento directo dos 25 países membros da UE em países extra-comunitários aumentou 80 por cento em 2003, face a 2002, atingindo os 118 mil milhões de euros, contra 65 mil milhões.
Por sua vez os IDE de países terceiros na União Europeia caíram 15 por cento, para 77 mil milhões de euros.
Estes resultados foram fortemente influenciados pelo aumento dos investimentos europeus nos Estados Unidos, onde foram aplicados 49 mil milhões de euros, depois de em 2002, se ter verificado um desinvestimento de três mil milhões de euros.
Em sentido oposto, a queda nos fluxos de capitais para a União Europeia foi em grande parte consequência da diminuição em dois terços dos IDE norte americanos, que passaram de 51 mil milhões em 2002 para 18 mil milhões de euros em 2003.
Assim, em 2003, os EUA eram o principal parceiro económico da União Europeia, recebendo 42 por cento dos investimentos da UE-25 no exterior, ao mesmo tempo que era responsável por 23 por cento do total de investimentos realizados na UE por países terceiros.
Investidores saem da EU
Excluindo os EUA, os IDE captados pela UE-25 cresceram 25 por cento embora, em comparação com 2002, se tenha mantido o nível de investimentos europeus no exterior.
Os países com maiores fluxos de investimento extra-comunitário foram o Reino Unido, o Luxemburgo e a França. No caso britânico, os investimentos nos países fora da UE atingiram 32 mil milhões de euros, o que representa 27 por cento do investimento total da UE-25 no exterior.
O Luxemburgo investiu 31 mil milhões de euros foram da UE e a França 13 mil milhões de euros. A Holanda foi responsável por 10 mil milhões de euros em IDE em países terceiros.
Os principais destinos de capitais extra-europeus foram o Luxemburgo, com 38 mil milhões de euros (49% do total); a França, com 11 mil milhões, o Reino Unido, com oito mil milhões e a Espanha, com 6 mil milhões de euros. Segundo o Eurostat o lugar cimeiro do Luxemburgo nos fluxos de IDE extra-comunitário resulta da «importância da sua actividade de intermediação financeira».
Em 2003, os fluxos financeiros tiveram um saldo negativo na UE, ou seja foram investidos no exterior mais 41 mil milhões de euros (0,4% do respectivo Produto Interno Bruto) do que o montante aplicado na Comunidade por países terceiros.
Pelo contrário, em 2002, a UE tinha beneficiado de influxo de capitais que superou em 26 mil milhões de euros (0,3% do Produto) os investimentos efectuados no exterior.
Também entre os países membros da UE, os fluxos de IDE diminuíram cerca de 40 por cento no ano passado, com o Luxemburgo, o Reino Unido e a Alemanha a registarem as maiores quedas e a Bélgica os maiores aumentos.
O Luxemburgo investiu mais 14 mil milhões de euros do que recebeu, o Reino Unido mais 11 mil milhões e a França mais 7 mil milhões de euros. Do lado inverso, a Irlanda recebeu mais 16 mil milhões de IDE do que aplicou nos parceiros, seguindo-se a Alemanha, com um balanço positivo de mais 14 mil milhões de euros.