O desporto na Festa em entrevista
A prática desportiva assume-se como uma das actividades de maior sucesso e adesão por parte dos visitantes da Festa do Avante!, aumentando, ano após ano, o número dos que escolhem a Festa para descontraidamente fruírem o desporto ou experimentarem outras modalidades.
Também nesta área, o maior evento político-cultural do nosso País se afirma pela diferença, uma vez que o que mais importa é, para lá da competição, estar presente numa iniciativa onde atletas federados e alguns campeões se exercitam lado a lado, sem barreiras, com muita gente para quem o desporto é apenas um saudável passatempo.
A democracia e igualdade que caracterizam esta componente da Festa foi uma das tónicas da conversa que tivemos com Victor Fonseca, António Joaquim, Francisco Amorim, Mário Cunha, Carlos Marques e Paulo Júnior da Comissão Nacional de Desporto da Festa do Avante!, e ainda houve tempo para levantar um bocadinho o véu sobre o que se irá passar.
« A Festa consegue envolver muita gente nas diversas modalidades»
Quais são as novidades que vamos ter no desporto que se pratica na Festa do Avante!?
Victor Fonseca: Todos os anos temos uma modalidade em destaque. Desta vez será uma homenagem ao Jogo do Pau, que está quase em desuso no nosso país porque ninguém desenvolve esta actividade, apesar de sermos campeões do mundo ao nível colectivo e individual, com o mestre Paulo Brinca.
Esta homenagem faz-se porque nós sentimos que enquanto comunistas devemos manter actividades desportivas que estão esquecidas.
Uma das grandes novidades é o debate no Pavilhão Central, para o qual já convidámos o presidente do Comité Olímpico de Portugal, Vicente Moura, e onde está confirmada a presença da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura Recreio e Desporto.
Este é um debate urgente e necessário, porque difere dos encontros onde vai um ministro ou um secretário de Estado fazer a propaganda do Governo.
Outra iniciativa é a exposição na nossa Cidade Desportiva, cujo tema serão os Jogos Olímpicos.
A par desse papel de preservação de actividades, que outros factores distinguem a Festa por incluir o desporto?
V.F.: É extremamente importante, há mesmo desportistas que exigem vir à Festa. Como temos que dar oportunidades às diversas colectividades não podemos convidar sempre os mesmos, procuramos ter associações com algum relevo e rodar duas ou três modalidades anualmente, por muito que nos custe.
Uma componente extremamente importante é a da participação popular, porque nos diversos desportos as pessoas podem experimentar para ver como é, ou seja, o visitante da Festa não só vê, como actua e participa.
Então não se trata de um conjunto de competições que finalizam na Festa?
V.F.: Só há três actividades desportivas que vêm em competição. O Futsal nas classes «escolinhas», dos oito aos dez anos, as Setas e a Malha, que vêm fazer o corolário da dinâmica desenvolvida.
António Joaquim: Para além das modalidades que trazemos para serem praticadas nos três dias da Festa, para nós é importante a divulgação e promoção da sua componente desportiva, no sentido em que há uma actividade anterior que se desenvolve antes e no exterior da Festa.
E durante a Festa há gente que se interessa por determinadas modalidades que viu praticar?
V.F.: O ano passado aconteceu uma coisa muito gira. Tivemos uma falha no horário, e alguns destes camaradas inventaram, no momento, uma coisa absolutamente maravilhosa. Transformaram uma hora morta em três horas preenchidas com uma pequena brincadeira de jogos tradicionais. Com isso, conseguiram movimentar cerca de 200 pessoas...
Francisco Amorim: Tivemos que dizer que não podíamos continuar por mais tempo!
Foi bastante enriquecedor ver tantos jovens com empenho, paixão e foi algo em que pais e filhos participaram activamente.
Fizemos Jogos Tradicionais como gincanas, o arco. O mais engraçado foi a gincana em que os miúdos tinham que fazer um percurso, depois apanhar bolas em sacos de farinha, rematar à baliza, etc.
O entusiasmo era proporcionado pela novidade e pelo desafio do tempo, todos queriam fazer outra vez para fazer melhor.
A. J.: Há outras experiências. Por exemplo, temos cá uma pista de Malha Corrida que é aberta aos visitantes da Festa. Mesmo gente que nunca tentou, com um ensinamento prático, ali na altura, participa e entra na brincadeira, portanto, é de realçar, que a Festa consegue através do desporto envolver muita gente nas modalidades que cá trazemos.
Paulo Júnior: Não podemos esquecer que a Festa é o maior evento partidário do País. Esse facto obriga-nos, enquanto promotores culturais e desportivos, a seguir uma coerência baseada no nosso ideal, obriga-nos a fazer, a criar, a incentivar...
E com esta adesão, com esta filosofia e vontade, o desporto da Festa demarca-se pela diferença em relação a outros eventos do género?
P. J.: É um facto evidente! Basta dizer que o movimento associativo revela-se aqui, não o pode fazer noutros locais, faltam oportunidades, condições. É uma coerência desportiva fundamental que conseguimos manter dentro do que é a Festa do Avante!.
O lazer, o bem-estar, as demonstrações e a criatividade dos participantes é que são importantes.
V.F.: Nós não temos três dias de Festa, porque há modalidades que se realizam simultaneamente em diversos locais com torneios que decorrem pelo País, para além das iniciativas desportivas de divulgação da Festa.
O movimento associativo é aquele que cá se traduz. Na Corrida da Festa temos mais de 1600 inscritos e a primeira inscrição, em Fevereiro, foi enviada do Senegal via Fax, só para percebermos a dimensão.
Depois, com excepção do Slide, na Festa todo o desporto é gratuito. O Slide não o é porque as pessoas que nos ajudam nesta área já não conseguem responder a todos os pedidos, são filas intermináveis, portanto fixámos um valor simbólico. Mesmo assim pusemos 700 pessoas a saltar e este ano queremos chegar aos mil, mesmo que tenhamos que prolongar um bocadinho.
No total, só no fim-de-semana da Festa, fora todas as actividades anteriores, envolvemos para cima de 3000 pessoas, e elas vêm praticar desporto de forma pura, ninguém vem à procura de uma medalha, uma«latinha».
Modalidades para todos os gostos
O que é que podemos adiantar em relação ao que vai acontecer em cada uma das modalidades presentes?
P. J.: Os Jogos Tradicionais, por exemplo, com uma componente que estimula a participação dos pais e dos filhos, porque actualmente já não sobra muito tempo para o convívio entre eles, pensamos que era bom que passassem aos miúdos alguns dos jogos de quando também eram crianças.
Temos também o torneio de «escolinhas» em Futsal, já referido, que passa a ser internacional com a presença de uma equipa de Espanha.
Independentemente da vertente de Basquetebol três por três, que é dirigida a todas as camadas, vamos ter ainda o basquetebol júnior feminino, devidamente acompanhado por árbitros que se disponibilizaram a marcar presença, gratuitamente, na Festa.
Depois a Pétanca, sem competição, tentando divulgar o jogo e envolver os participantes contribuindo para a animação da Festa, a patinagem com uma demonstração desportiva e, finalmente, o Skate, onde cada um pode trazer o seu e desfrutar dentro das condições que estamos a tentar criar.
F. A.: Não esquecer o Voleibol, com um jogo de exibição de uma equipa feminina, no sábado, após o qual serão abertas as inscrições a quem queira participar. As atletas vão ficar dentro do campo para ensinar e revelar os segredos técnicos.
A aposta na juventude é aliás uma marca, por isso vamos trazer também o Andebol Feminino com minis e iniciadas.
O II Festand, no domingo, onde entram miúdos dos seis aos dez anos. Ao mesmo tempo que estão quatro equipas a jogar, na zona central do campo estarão duas outras em actividades com uma componente formativa, a mostrar como se faz e a corrigir os movimentos.
Por fim, também no Andebol, um jogo de veteranos, entre a selecção Avante!, com alguns camaradas nossos, e «Os Belenenses», que têm grande tradição na modalidade.
V.F.: Este ano contamos ter 12 paraquedistas, entre os quais uma jovem camarada que é campeã nacional.
No campo das Artes Marciais temos 12 colectividades nas mais diversas variantes.
No que respeita ao Festival de Ginástica já assegurámos meia dúzia de inscrições, mas penso podemos alcançar mais até à abertura.
Para além dessa componente da Ginástica, na noite de sábado vamos ter uma Master Classe, onde uma professora qualificada vai desafiar os participantes e os assistentes a entrarem no polidesportivo para fazer um conjunto de exercícios.
Duas outras novidades, o Mini-Golfe e o Mini-Ténis, modalidades ditas de elite que nós queremos desmistificar, queremos que possam ser praticadas por toda a gente.
A Escalada, um desporto radical que o ano passado envolveu 500 participantes e que este ano julgamos ser possível acrescentar mais uma centena.
As Setas, que na sexta-feira contará com alguns craques numa demonstração, no sábado competição entre todos os campeões nacionais da modalidade e, no domingo, um torneio aberto ao desafio.
Mário Cunha: Para além do que foi dito antes em relação à Malha, o realce vai para o facto de, pelo segundo ano consecutivo, termos uma demonstração feminina. Apesar de ainda não estarem criadas as condições para desenvolver um torneio, vamos ter duas equipas convidadas.
Do programa, a partir de sábado de manhã, temos o torneio individual de Malha Corrida bem como, em simultâneo, o de Malha Grande com seis equipas que neste momento ainda estão na fase de apuramento fora da Festa.
No sábado e no domingo ainda os torneios de Malha Pequena e a final de Malha Corrida.
A. J.: Pela primeira vez fora do aniversário da Festa vamos ter uma prova de Cicloturismo com 68 quilómetros, no dia 29 de Agosto, que sai da Av. Luísa Todi, em Setúbal, e passa pelos concelhos de Palmela, Moita, Barreiro e Seixal.
Estimamos ter cerca de 200 participantes, fora os que vão nas viaturas de acompanhamento da prova. Dizer que isto serve de promoção e que tem o seu peso porque leva a Festa para a rua.
Nos dias da Festa temos as Damas, o Majong, que já começa a ser praticado no nosso País, e o Xadrez, com alguns mestres, com espaços para a prática livre e o torneio de jogos rápidos, no sábado.
E quanto à corrida da Festa?
Carlos Marques: É importante frisar que este ano o percurso da Corrida está completamente asfaltado, já que anteriormente a parte final se fazia em terra batida.
A participação deve ser superior às registada nos anos passados, uma vez que tem havido menos provas de estrada, por dificuldades das autarquias e dos patrocinadores, portanto à uma «fome enorme» de correr em conjunto.
Dizer também que a nossa Corrida tem sido o início da época de estrada e, com menos quatro quilómetros para que os juniores possam participar, contamos com muito mais gente.
A maioria dos participantes são pessoas que gostam da Corrida, aproveitam para a visitarem. Eu digo visitar porque a maioria chega ao fim e não aproveita um dos prémios, a entrada para a Festa.
Para se perceber, pelas estimativas feitas, nunca mais de 15 a 16 por cento dos participantes utilizaram essa entrada, logo, vêm porque os habituámos a boas condições, porque sabemos fazer, por gosto à modalidade.
Não temos problemas como nas ditas «grandes organizações», onde as pessoas nem chegam a «saborear» a corrida. Aqui qualquer pessoa que participe tem o prazer de desfrutar das marginais do Seixal e da Amora, não paga para correr e parte em pé de igualdade, não fica «encarneirado» numa zona.
Grandes nomes já cá estiveram. O Carlos Lopes, por exemplo, ou a nossa camarada Albertina Dias, que já ganhou várias vezes esta prova, entre tantos outros.
Dá-se a mesma oportunidade, o mesmo apoio, e também por isso a corrida envolve uma enormidade de atletas, inclusivamente atletas profissionais, alguns que nem se chegam a inscrever, entram no pelotão dando um imenso prazer aos que com eles correm lado a lado.
Victor Fonseca: Todos os anos temos uma modalidade em destaque. Desta vez será uma homenagem ao Jogo do Pau, que está quase em desuso no nosso país porque ninguém desenvolve esta actividade, apesar de sermos campeões do mundo ao nível colectivo e individual, com o mestre Paulo Brinca.
Esta homenagem faz-se porque nós sentimos que enquanto comunistas devemos manter actividades desportivas que estão esquecidas.
Uma das grandes novidades é o debate no Pavilhão Central, para o qual já convidámos o presidente do Comité Olímpico de Portugal, Vicente Moura, e onde está confirmada a presença da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura Recreio e Desporto.
Este é um debate urgente e necessário, porque difere dos encontros onde vai um ministro ou um secretário de Estado fazer a propaganda do Governo.
Outra iniciativa é a exposição na nossa Cidade Desportiva, cujo tema serão os Jogos Olímpicos.
A par desse papel de preservação de actividades, que outros factores distinguem a Festa por incluir o desporto?
V.F.: É extremamente importante, há mesmo desportistas que exigem vir à Festa. Como temos que dar oportunidades às diversas colectividades não podemos convidar sempre os mesmos, procuramos ter associações com algum relevo e rodar duas ou três modalidades anualmente, por muito que nos custe.
Uma componente extremamente importante é a da participação popular, porque nos diversos desportos as pessoas podem experimentar para ver como é, ou seja, o visitante da Festa não só vê, como actua e participa.
Então não se trata de um conjunto de competições que finalizam na Festa?
V.F.: Só há três actividades desportivas que vêm em competição. O Futsal nas classes «escolinhas», dos oito aos dez anos, as Setas e a Malha, que vêm fazer o corolário da dinâmica desenvolvida.
António Joaquim: Para além das modalidades que trazemos para serem praticadas nos três dias da Festa, para nós é importante a divulgação e promoção da sua componente desportiva, no sentido em que há uma actividade anterior que se desenvolve antes e no exterior da Festa.
E durante a Festa há gente que se interessa por determinadas modalidades que viu praticar?
V.F.: O ano passado aconteceu uma coisa muito gira. Tivemos uma falha no horário, e alguns destes camaradas inventaram, no momento, uma coisa absolutamente maravilhosa. Transformaram uma hora morta em três horas preenchidas com uma pequena brincadeira de jogos tradicionais. Com isso, conseguiram movimentar cerca de 200 pessoas...
Francisco Amorim: Tivemos que dizer que não podíamos continuar por mais tempo!
Foi bastante enriquecedor ver tantos jovens com empenho, paixão e foi algo em que pais e filhos participaram activamente.
Fizemos Jogos Tradicionais como gincanas, o arco. O mais engraçado foi a gincana em que os miúdos tinham que fazer um percurso, depois apanhar bolas em sacos de farinha, rematar à baliza, etc.
O entusiasmo era proporcionado pela novidade e pelo desafio do tempo, todos queriam fazer outra vez para fazer melhor.
A. J.: Há outras experiências. Por exemplo, temos cá uma pista de Malha Corrida que é aberta aos visitantes da Festa. Mesmo gente que nunca tentou, com um ensinamento prático, ali na altura, participa e entra na brincadeira, portanto, é de realçar, que a Festa consegue através do desporto envolver muita gente nas modalidades que cá trazemos.
Paulo Júnior: Não podemos esquecer que a Festa é o maior evento partidário do País. Esse facto obriga-nos, enquanto promotores culturais e desportivos, a seguir uma coerência baseada no nosso ideal, obriga-nos a fazer, a criar, a incentivar...
E com esta adesão, com esta filosofia e vontade, o desporto da Festa demarca-se pela diferença em relação a outros eventos do género?
P. J.: É um facto evidente! Basta dizer que o movimento associativo revela-se aqui, não o pode fazer noutros locais, faltam oportunidades, condições. É uma coerência desportiva fundamental que conseguimos manter dentro do que é a Festa do Avante!.
O lazer, o bem-estar, as demonstrações e a criatividade dos participantes é que são importantes.
V.F.: Nós não temos três dias de Festa, porque há modalidades que se realizam simultaneamente em diversos locais com torneios que decorrem pelo País, para além das iniciativas desportivas de divulgação da Festa.
O movimento associativo é aquele que cá se traduz. Na Corrida da Festa temos mais de 1600 inscritos e a primeira inscrição, em Fevereiro, foi enviada do Senegal via Fax, só para percebermos a dimensão.
Depois, com excepção do Slide, na Festa todo o desporto é gratuito. O Slide não o é porque as pessoas que nos ajudam nesta área já não conseguem responder a todos os pedidos, são filas intermináveis, portanto fixámos um valor simbólico. Mesmo assim pusemos 700 pessoas a saltar e este ano queremos chegar aos mil, mesmo que tenhamos que prolongar um bocadinho.
No total, só no fim-de-semana da Festa, fora todas as actividades anteriores, envolvemos para cima de 3000 pessoas, e elas vêm praticar desporto de forma pura, ninguém vem à procura de uma medalha, uma«latinha».
Modalidades para todos os gostos
O que é que podemos adiantar em relação ao que vai acontecer em cada uma das modalidades presentes?
P. J.: Os Jogos Tradicionais, por exemplo, com uma componente que estimula a participação dos pais e dos filhos, porque actualmente já não sobra muito tempo para o convívio entre eles, pensamos que era bom que passassem aos miúdos alguns dos jogos de quando também eram crianças.
Temos também o torneio de «escolinhas» em Futsal, já referido, que passa a ser internacional com a presença de uma equipa de Espanha.
Independentemente da vertente de Basquetebol três por três, que é dirigida a todas as camadas, vamos ter ainda o basquetebol júnior feminino, devidamente acompanhado por árbitros que se disponibilizaram a marcar presença, gratuitamente, na Festa.
Depois a Pétanca, sem competição, tentando divulgar o jogo e envolver os participantes contribuindo para a animação da Festa, a patinagem com uma demonstração desportiva e, finalmente, o Skate, onde cada um pode trazer o seu e desfrutar dentro das condições que estamos a tentar criar.
F. A.: Não esquecer o Voleibol, com um jogo de exibição de uma equipa feminina, no sábado, após o qual serão abertas as inscrições a quem queira participar. As atletas vão ficar dentro do campo para ensinar e revelar os segredos técnicos.
A aposta na juventude é aliás uma marca, por isso vamos trazer também o Andebol Feminino com minis e iniciadas.
O II Festand, no domingo, onde entram miúdos dos seis aos dez anos. Ao mesmo tempo que estão quatro equipas a jogar, na zona central do campo estarão duas outras em actividades com uma componente formativa, a mostrar como se faz e a corrigir os movimentos.
Por fim, também no Andebol, um jogo de veteranos, entre a selecção Avante!, com alguns camaradas nossos, e «Os Belenenses», que têm grande tradição na modalidade.
V.F.: Este ano contamos ter 12 paraquedistas, entre os quais uma jovem camarada que é campeã nacional.
No campo das Artes Marciais temos 12 colectividades nas mais diversas variantes.
No que respeita ao Festival de Ginástica já assegurámos meia dúzia de inscrições, mas penso podemos alcançar mais até à abertura.
Para além dessa componente da Ginástica, na noite de sábado vamos ter uma Master Classe, onde uma professora qualificada vai desafiar os participantes e os assistentes a entrarem no polidesportivo para fazer um conjunto de exercícios.
Duas outras novidades, o Mini-Golfe e o Mini-Ténis, modalidades ditas de elite que nós queremos desmistificar, queremos que possam ser praticadas por toda a gente.
A Escalada, um desporto radical que o ano passado envolveu 500 participantes e que este ano julgamos ser possível acrescentar mais uma centena.
As Setas, que na sexta-feira contará com alguns craques numa demonstração, no sábado competição entre todos os campeões nacionais da modalidade e, no domingo, um torneio aberto ao desafio.
Mário Cunha: Para além do que foi dito antes em relação à Malha, o realce vai para o facto de, pelo segundo ano consecutivo, termos uma demonstração feminina. Apesar de ainda não estarem criadas as condições para desenvolver um torneio, vamos ter duas equipas convidadas.
Do programa, a partir de sábado de manhã, temos o torneio individual de Malha Corrida bem como, em simultâneo, o de Malha Grande com seis equipas que neste momento ainda estão na fase de apuramento fora da Festa.
No sábado e no domingo ainda os torneios de Malha Pequena e a final de Malha Corrida.
A. J.: Pela primeira vez fora do aniversário da Festa vamos ter uma prova de Cicloturismo com 68 quilómetros, no dia 29 de Agosto, que sai da Av. Luísa Todi, em Setúbal, e passa pelos concelhos de Palmela, Moita, Barreiro e Seixal.
Estimamos ter cerca de 200 participantes, fora os que vão nas viaturas de acompanhamento da prova. Dizer que isto serve de promoção e que tem o seu peso porque leva a Festa para a rua.
Nos dias da Festa temos as Damas, o Majong, que já começa a ser praticado no nosso País, e o Xadrez, com alguns mestres, com espaços para a prática livre e o torneio de jogos rápidos, no sábado.
E quanto à corrida da Festa?
Carlos Marques: É importante frisar que este ano o percurso da Corrida está completamente asfaltado, já que anteriormente a parte final se fazia em terra batida.
A participação deve ser superior às registada nos anos passados, uma vez que tem havido menos provas de estrada, por dificuldades das autarquias e dos patrocinadores, portanto à uma «fome enorme» de correr em conjunto.
Dizer também que a nossa Corrida tem sido o início da época de estrada e, com menos quatro quilómetros para que os juniores possam participar, contamos com muito mais gente.
A maioria dos participantes são pessoas que gostam da Corrida, aproveitam para a visitarem. Eu digo visitar porque a maioria chega ao fim e não aproveita um dos prémios, a entrada para a Festa.
Para se perceber, pelas estimativas feitas, nunca mais de 15 a 16 por cento dos participantes utilizaram essa entrada, logo, vêm porque os habituámos a boas condições, porque sabemos fazer, por gosto à modalidade.
Não temos problemas como nas ditas «grandes organizações», onde as pessoas nem chegam a «saborear» a corrida. Aqui qualquer pessoa que participe tem o prazer de desfrutar das marginais do Seixal e da Amora, não paga para correr e parte em pé de igualdade, não fica «encarneirado» numa zona.
Grandes nomes já cá estiveram. O Carlos Lopes, por exemplo, ou a nossa camarada Albertina Dias, que já ganhou várias vezes esta prova, entre tantos outros.
Dá-se a mesma oportunidade, o mesmo apoio, e também por isso a corrida envolve uma enormidade de atletas, inclusivamente atletas profissionais, alguns que nem se chegam a inscrever, entram no pelotão dando um imenso prazer aos que com eles correm lado a lado.