Festa do Livro

A memória não se cancela

Entre milhares de volumes sobre os mais variados temas, das mais antigas às mais recentes edições, para todos os bolsos e carteiras, o Espaço do Livro na Festa do Avante! reserva, este ano, um cantinho muito especial para assinalar a passagem dos 30 anos da Revolução de Abril.
Nesta banca, vamos poder encontrar um conjunto de obras cujo conteúdo versa sobre o período revolucionário, as personagens individuais e colectivas, os avanços e recuos de um processo protagonizado pela dinâmica popular, obras como «A Revolução Portuguesa – O Passado e o Futuro» ou «A Verdade e a Mentira sobre a Revolução de Abril – A Contra-revolução Confessa-se», ambas de Álvaro Cunhal, ou ainda títulos recentes como «Carlos Gil – Um Fotógrafo na Revolução» ou «Ary dos Santos – Fotobiografia».
Porque a memória não se cancela, assumem particular destaque o lançamento de livros de dois dos mais importantes resistentes à ditadura fascista.
Da autoria de António Dias Lourenço e Manuel Pedro, dirigentes comunistas que conduziram nas mais duras condições da repressão salazarista o povo português à luta e à construção da sociedade de Abril, chegam-nos, respectivamente, «Saudades...Não têm Conto!» e «Sonhos de Poeta, Vida de Revolucionário».

Lançamento de CDs com inéditos
As palavras de Ary

Comemorar o trigésimo aniversário do 25 de Abril de 1974 é também relembrar a poesia que se espalhou pelas ruas.
Arrancadas as mordaças que impediam o povo, os seus poetas e os seus cantores de se expressarem, soltou-se o verbo, que invadiu a casa de cada português traduzindo o pulsar da Revolução e o sentir colectivo da liberdade enfim alcançada.
José Carlos Ary dos Santos é o poeta de Abril, e depois do espectáculo que, no ano passado, no Palco 25 de Abril da Festa do Avante!, nos fez reviver o poema «As Portas Que Abril Abriu» declamado pelo próprio, Ary volta este ano à Festa.
O Coffret «Ary – Palavras ditas, Fados cantados», que este ano será lançado na Festa, reúne quatro CDs com poemas declamados pelo autor, alguns inéditos, para além de fados interpretados por Amália Rodrigues, Carlos do Carmo ou Beatriz da Conceição e, ainda, sátiras e líricas de Bocage e líricas de Camões.



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