Discriminações existem em Medicina
As declarações recentemente proferidas pelo presidente do Concelho Directivo do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, secundadas pelo Bastonário da Ordem dos Médicos e pelo ministro da Saúde, a propósito da elevada participação das mulheres nos cursos de medicina, chocaram a Comissão do PCP para os Problemas e Movimento das Mulheres.
De facto, dizer-se que há especialidades que elas não procuram «por falta de apetência natural», que «a maternidade afasta as médicas do serviço» ou que as limitações dos homens e das mulheres são «de ordem biológica», «retoma concepções caricatas e caducas», representando, ainda um atentado aos direitos das jovens estudantes de medicina e ao prestígio das médicas enquanto profissionais.
Também nas profissões qualificadas as mulheres continuam a ser penalizadas pelo facto de serem ou quererem ser mães, sublinha o PCP, e o que agora se pretende é limitar na prática o acesso das mulheres a certas profissões e remetê-las para profissões tradicionais.
Em 2002, segundo estatísticas do INE, as mulheres representavam 45,8% e 65% dos inscritos respectivamente na Ordem dos Médicos e na Ordem dos Enfermeiros. Contudo, neste último caso, apesar dos difíceis horários de trabalho, a maternidade não tem sido «entrave» ao exercício competente da profissão. A não ser, ironiza a Comissão do PCP, que se pense voltar a proibir às enfermeiras o casamento e a maternidade, tal como se fazia no fascismo.
Tais afirmações são tanto mais graves quanto pretendem fomentar políticas sociais e económicas no sentido da responsabilização da mulher pela renovação das gerações, da destruição dos mecanismos de protecção à função social da maternidade-paternidade e travar a transformação de mentalidades sobre a igualdade de direitos e oportunidades entre mulheres e homens, acusa, por fim, o PCP.
De facto, dizer-se que há especialidades que elas não procuram «por falta de apetência natural», que «a maternidade afasta as médicas do serviço» ou que as limitações dos homens e das mulheres são «de ordem biológica», «retoma concepções caricatas e caducas», representando, ainda um atentado aos direitos das jovens estudantes de medicina e ao prestígio das médicas enquanto profissionais.
Também nas profissões qualificadas as mulheres continuam a ser penalizadas pelo facto de serem ou quererem ser mães, sublinha o PCP, e o que agora se pretende é limitar na prática o acesso das mulheres a certas profissões e remetê-las para profissões tradicionais.
Em 2002, segundo estatísticas do INE, as mulheres representavam 45,8% e 65% dos inscritos respectivamente na Ordem dos Médicos e na Ordem dos Enfermeiros. Contudo, neste último caso, apesar dos difíceis horários de trabalho, a maternidade não tem sido «entrave» ao exercício competente da profissão. A não ser, ironiza a Comissão do PCP, que se pense voltar a proibir às enfermeiras o casamento e a maternidade, tal como se fazia no fascismo.
Tais afirmações são tanto mais graves quanto pretendem fomentar políticas sociais e económicas no sentido da responsabilização da mulher pela renovação das gerações, da destruição dos mecanismos de protecção à função social da maternidade-paternidade e travar a transformação de mentalidades sobre a igualdade de direitos e oportunidades entre mulheres e homens, acusa, por fim, o PCP.