Rapinagem sem vergonha
O Governo anunciou a privatização de 49 por cento das Águas de Portugal. Esta é mais uma medida que hipoteca o futuro das gerações vindouras, adverte o PCP.
Bem essencial à vida vira negócio fácil
O assunto foi levado a plenário pela bancada comunista em declaração política proferida pelo deputado Rodeia Machado. Denunciada de modo firme foi a «fúria privatizadora» de que o Executivo PSD-CDS/PP está possuído e que neste caso significa, com a sua entrega de bandeja a privados, que apenas visam o lucro, transformar um bem público essencial à vida num «mero produto de negócio fácil».
O parlamentar comunista considerou este processo como mais «uma vergonha», e responsabilizou o Executivo por todos os prejuízos que este decisão inevitavelmente causará, no presente e no futuro, a Portugal e aos portugueses.
Na mesma sessão plenária em que bancada do PCP suscitou o tema da tribuna do hemiciclo, faz hoje oito dias,
o Partido Ecologista «Os Verdes», pela sua parte, mostrava igualmente grande preocupação, tendo, inclusive, formalizado um pedido de realização de um inquérito parlamentar à decisão do Governo de privatizar parte do capital do grupo Águas de Portugal.
«A decisão de privatizar a água é um escândalo, que justifica o pedido de um inquérito parlamentar», afirmou a deputada Isabel de Castro, no período de antes da ordem do dia no plenário da Assembleia da República.
Para a deputada ecologista, a decisão do Executivo «é contrária ao interesse nacional» e «reflecte a total cedência do Governo a um dos mais poderosos lobbies do mundo, o lobby do negócio da água».
A intenção do Governo agora revelada vem entretanto pôr melhor a nu as razões que o levaram durante cerca de dois anos a marcar passo na aprovação de candidaturas aos Fundos de Coesão apresentados por quatro associações de municípios do Alentejo para o abastecimento de água em alta e saneamento.
Em causa estão projectos que adoptaram um modelo intermunicipal, em que os respectivos sistema são geridos por empresas com maioria de capital na posse dos municípios, assim garantindo, na perspectiva das autarquias que os integram, uma correcta gestão da coisa pública e a posse permanente de um bem essencial como é a água.
Ora este é um modelo que não é conforme à política do actual Governo, como já não o era ao anterior do PS, como denunciou Rodeia Machado, que considerou ser este o motivo para a «discriminação negativa» com que o Governo quis atingir aquelas associações de municípios.
Uma discriminação, sem qualquer justificação que não seja apenas a que se prende com o facto de os municípios, terem optado pelo sistema intermunicipal, acusou o deputado do PCP, que se mostrou convicto de que tivesse sido outra a sua opção – pelo sistema multimunicipal, concretamente, em que a maioria de capital fosse das Águas de Portugal, alienando as autarquias o direito de exploração e o seu controlo sobre os preços da água – e já há muito o Governo teria aprovado aqueles projectos.
O parlamentar comunista considerou este processo como mais «uma vergonha», e responsabilizou o Executivo por todos os prejuízos que este decisão inevitavelmente causará, no presente e no futuro, a Portugal e aos portugueses.
Na mesma sessão plenária em que bancada do PCP suscitou o tema da tribuna do hemiciclo, faz hoje oito dias,
o Partido Ecologista «Os Verdes», pela sua parte, mostrava igualmente grande preocupação, tendo, inclusive, formalizado um pedido de realização de um inquérito parlamentar à decisão do Governo de privatizar parte do capital do grupo Águas de Portugal.
«A decisão de privatizar a água é um escândalo, que justifica o pedido de um inquérito parlamentar», afirmou a deputada Isabel de Castro, no período de antes da ordem do dia no plenário da Assembleia da República.
Para a deputada ecologista, a decisão do Executivo «é contrária ao interesse nacional» e «reflecte a total cedência do Governo a um dos mais poderosos lobbies do mundo, o lobby do negócio da água».
A intenção do Governo agora revelada vem entretanto pôr melhor a nu as razões que o levaram durante cerca de dois anos a marcar passo na aprovação de candidaturas aos Fundos de Coesão apresentados por quatro associações de municípios do Alentejo para o abastecimento de água em alta e saneamento.
Em causa estão projectos que adoptaram um modelo intermunicipal, em que os respectivos sistema são geridos por empresas com maioria de capital na posse dos municípios, assim garantindo, na perspectiva das autarquias que os integram, uma correcta gestão da coisa pública e a posse permanente de um bem essencial como é a água.
Ora este é um modelo que não é conforme à política do actual Governo, como já não o era ao anterior do PS, como denunciou Rodeia Machado, que considerou ser este o motivo para a «discriminação negativa» com que o Governo quis atingir aquelas associações de municípios.
Uma discriminação, sem qualquer justificação que não seja apenas a que se prende com o facto de os municípios, terem optado pelo sistema intermunicipal, acusou o deputado do PCP, que se mostrou convicto de que tivesse sido outra a sua opção – pelo sistema multimunicipal, concretamente, em que a maioria de capital fosse das Águas de Portugal, alienando as autarquias o direito de exploração e o seu controlo sobre os preços da água – e já há muito o Governo teria aprovado aqueles projectos.