Novo governo na Índia

Depois da vitória do Partido do Congresso (PC) nas legislativas indianas, Manmohan Singh foi oficialmente convidado pelo presidente da Índia, Abdul Kalam, a formar governo, tornando-se, desta forma, o primeiro primeiro-ministro de etnia Sikh - minoritária na Índia - a governar o país desde a independência, em 1947.
Singh foi nomeado pelo PC para assumir o cargo, quarta-feira da semana passada, depois da renúncia de Sónia Gandhi em assumir a chefia do novo executivo.
A líder do PC, de ascendência italiana, abdicou em prol de Singh para calar as críticas em relação à sua origem, abrindo assim o caminho ao ex-ministro das finanças.
O futuro primeiro-ministro já anunciou que «as reformas de rosto humano vão continuar», embora não sejam previsíveis grandes alterações estruturais no modelo de desenvolvimento que tem conduzido a Índia nos últimos anos.
Entretanto, o Partido Comunista da Índia (Marxista) apresentou a Singh um rol de propostas a incluir no programa do novo governo, estando ainda em cima da mesa, por iniciativa de Singh, a nomeação do dirigente comunista Somnath Chatterjee como porta-voz do parlamento daquele país.
O PCI (M) integrou, no último sufrágio, uma Frente Eleitoral de Esquerda que se revelou fundamental para viabilizar a formação de um novo executivo, muito embora tenha recusado ocupar cadeiras ministeriais.
Ainda assim, fruto dos excelentes resultados alcançados – 43 deputados do PCI(M) num total de 61 granjeados pela Frente de Esquerda – o PCI(M) quer ver, entre outras, questões como o sistema de abastecimento público, a legislação agrícola e dos trabalhadores não organizados e a lei das quotas femininas abordadas no Programa Mínimo da Aliança Progressista.


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