Retoma é uma miragem
Os aumentos estão muito acima da estimativa média anunciada pelo Governo. Exemplo disso são os combustíveis, com repercussões em todos os planos, a agravar ainda mais as condições vida e as injustiças sociais.
O Governo esconde as razões do aumento dos combustíveis
Este é, aliás, apenas mais um testemunho de como a vida e a realidade impõem um categórico desmentido às afirmações e propaganda dos governantes. É o caso da repetidamente anunciada retoma, que há meses o Executivo anda a apregoar como iminente, sem que verdadeiramente ninguém a veja.
«Sempre que fala em retoma, o nariz do Governo cresce como o do Pinóquio», afirmou o deputado Honório Novo, na semana transacta, em declaração política proferida em nome da bancada comunista.
Esta foi sobretudo uma denúncia firme e fundamentada a demonstrar, por um lado, «quanto são falsas e ilusórias as expectativas da propaganda governamental», como, por outro lado, é absolutamente nocivo para o País e os trabalhadores o prosseguimento de uma política que «ensombra o presente e o futuro».
E se as estimativas económicas mundiais desmentem e contradizem só por si o Governo, o quotidiano dos portugueses, esse, como assinalou o deputado do PCP, faz ruir todos os cenários virtuais e falsos por aquele propalados.
Como caem pela base os argumentos aduzidos pelo Governo na tentativa de ocultar as verdadeira razões que presidem ao contínuo e brutal aumento do preço do gasóleo e da gasolina. Desde que o Governo liberalizou o sector, em Janeiro, anunciando a diminuição dos preços finais dos combustíveis, o certo é que estes já subiram cerca de dez por cento.
E a explicação dada pelo Ministro da Economia, como causa primeira e única para esta alteração de valores, é que todo o problema reside no aumento do preço do petróleo. Procurando assim escamotear, como lembrou Honório Novo, «que os preços do crude, em Março de 2004, foram semelhantes aos preços de Março de 2003» ou «que muitos dos contratos de aquisição do crude que hoje é vendido nos postos de abastecimento resulta de negociações concluídas há muitos meses quando o petróleo estava quase a preço de saldo».
«O que o Governo pretende esconder é a sua atitude demissionária face à actuação concertada das duas/três empresas petrolíferas que estão a aproveitar a conjuntura para cartelizar (ou no mínimo concertar) preços e fazer disparar lucros», denunciou o parlamentar comunista, antes de acusar o Executivo PSD-CDS/PP de igualmente pretender esconder dos portugueses que o aumento desde Janeiro do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos é também uma das causas do agravamento do preços dos combustíveis.
A mentira
Honório Novo acusou o Governo de mentir em relação à retoma. E deu variados exemplos de como são os portugueses os primeiros a sabê-lo. «É o dia a dia que dá a verdadeira dimensão da "retoma" do PSD-CDS/PP», sublinhou Honório Novo, antes de exemplificar com os dois milhões de portugueses subsistindo no limiar da pobreza; os mais de 200 trabalhadores que recebem o salário mínimo nacional; os mais de um milhão e setecentos mil idosos que vivem com rendimentos inferiores a 2.500 euros por ano; os mais de um milhão e meio de trabalhadores cujos aumentos salariais pouco passaram os dois e meio por cento num ano em que a inflação atingiu quase um ponto mais; os cerca de 400 mil funcionários públicos sem qualquer aumento salarial há dois anos; a perda do poder de compra dos portugueses; a subida do valor médio do preço da habitação quase em dez por cento; a subida em quatro por cento dos encargos da habitação da água em quase cinco por cento e da electricidade e gás em 4,5 por cento; dos transportes públicos em quase quatro por cento; entre dez e trinta por cento no pão e entre 30 e quarenta por cento nas taxas moderadoras.
«Sempre que fala em retoma, o nariz do Governo cresce como o do Pinóquio», afirmou o deputado Honório Novo, na semana transacta, em declaração política proferida em nome da bancada comunista.
Esta foi sobretudo uma denúncia firme e fundamentada a demonstrar, por um lado, «quanto são falsas e ilusórias as expectativas da propaganda governamental», como, por outro lado, é absolutamente nocivo para o País e os trabalhadores o prosseguimento de uma política que «ensombra o presente e o futuro».
E se as estimativas económicas mundiais desmentem e contradizem só por si o Governo, o quotidiano dos portugueses, esse, como assinalou o deputado do PCP, faz ruir todos os cenários virtuais e falsos por aquele propalados.
Como caem pela base os argumentos aduzidos pelo Governo na tentativa de ocultar as verdadeira razões que presidem ao contínuo e brutal aumento do preço do gasóleo e da gasolina. Desde que o Governo liberalizou o sector, em Janeiro, anunciando a diminuição dos preços finais dos combustíveis, o certo é que estes já subiram cerca de dez por cento.
E a explicação dada pelo Ministro da Economia, como causa primeira e única para esta alteração de valores, é que todo o problema reside no aumento do preço do petróleo. Procurando assim escamotear, como lembrou Honório Novo, «que os preços do crude, em Março de 2004, foram semelhantes aos preços de Março de 2003» ou «que muitos dos contratos de aquisição do crude que hoje é vendido nos postos de abastecimento resulta de negociações concluídas há muitos meses quando o petróleo estava quase a preço de saldo».
«O que o Governo pretende esconder é a sua atitude demissionária face à actuação concertada das duas/três empresas petrolíferas que estão a aproveitar a conjuntura para cartelizar (ou no mínimo concertar) preços e fazer disparar lucros», denunciou o parlamentar comunista, antes de acusar o Executivo PSD-CDS/PP de igualmente pretender esconder dos portugueses que o aumento desde Janeiro do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos é também uma das causas do agravamento do preços dos combustíveis.
A mentira
Honório Novo acusou o Governo de mentir em relação à retoma. E deu variados exemplos de como são os portugueses os primeiros a sabê-lo. «É o dia a dia que dá a verdadeira dimensão da "retoma" do PSD-CDS/PP», sublinhou Honório Novo, antes de exemplificar com os dois milhões de portugueses subsistindo no limiar da pobreza; os mais de 200 trabalhadores que recebem o salário mínimo nacional; os mais de um milhão e setecentos mil idosos que vivem com rendimentos inferiores a 2.500 euros por ano; os mais de um milhão e meio de trabalhadores cujos aumentos salariais pouco passaram os dois e meio por cento num ano em que a inflação atingiu quase um ponto mais; os cerca de 400 mil funcionários públicos sem qualquer aumento salarial há dois anos; a perda do poder de compra dos portugueses; a subida do valor médio do preço da habitação quase em dez por cento; a subida em quatro por cento dos encargos da habitação da água em quase cinco por cento e da electricidade e gás em 4,5 por cento; dos transportes públicos em quase quatro por cento; entre dez e trinta por cento no pão e entre 30 e quarenta por cento nas taxas moderadoras.