Alargamento da UE

Festejos e protestos

A União Europeia assinalou no sábado, 1 de Maio, adesão oficial de mais dez países com festejos em todos os Estados-membros, o mais importante dos quais decorreu em Dublin (Irlanda), com a presença dos chefes de Estado e Governo dos 25.

Os dez novos estados aumentam em 20% a população da UE

A capital da Irlanda, país que assegura a presidência da UE até ao final de Junho, esteve sob excepcionais medidas de segurança. Mais de cinco mil polícias e 2.500 soldados foram mobilizados para controlar as várias manifestações de activistas anti-globalização, que decorreram no entanto sem incidentes.
Os protestos dirigiram-se contra as políticas de imigração da «fortaleza Europa». «É possível uma outra Europa» e «O nosso mundo não está à venda» foram eram algumas das palavras de ordem dos manifestantes.
Com a entrada dos dez novos membros, (Polónia, República Checa, Hungria, Eslováquia, Eslovénia, Lituânia, Letónia e Estónia e as duas ilhas mediterrânicas, Chipre e Malta), a União passa a ter 450 milhões de habitantes, ou seja um incremento de 20 por cento da população a que apenas corresponde um aumento de 0,5 por cento em termos de riqueza (produto interno bruto).

PE acolhe
novos deputados


Os 162 eurodeputados dos dez novos Estados-membros da União Europeia estrearam-se passada segunda-feira no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, participando pela primeira vez oficialmente nos trabalhos, consagrados a um debate sobre a constituição europeia.
Os novos deputados, que foram nomeados pelos respectivos países, juntaram-se simbolicamente aos 626 eleitos que já ocupavam o hemiciclo, na última sessão plenária antes das eleições
Para além da discussão de um documento sobre o projecto constitucional, foi igualmente apresentada uma moção de censura à Comissão Europeia na sequência do caso Eurostat, o gabinete de estatísticas europeu, onde foram detectados procedimentos ilegais de contabilidade paralela, contas ocultas e sobrefacturação.
Os 65 deputados subscritores da moção de censura, que não foi aprovada, argumentam que a Comissão Europeia não procedeu ao apuramento de responsabilidades no caso, considerando insatisfatório que as críticas ao então comissário responsável, Pedro Solbes, tenham sido apenas contestadas na imprensa.


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