Encerramento de postos dos CTT contestado
A administração dos CTT anunciou recentemente a intenção de encerrar cerca de 1200 postos de correio e perto de 500 estações. Os sindicatos do sector afirmam que se pode atingir os dois mil despedimentos. Os órgãos autárquicos protestam.
Trata-se do «desmantelamento de um serviço essencial ao bem-estar»
A Junta de Freguesia do Couço recolheu 1800 assinaturas num abaixo-assinado contra a transformação da estação dos Correios da localidade, em loja «multimarca» para venda de seguros.
Os signatários consideram que esta alteração põe em causa o serviço público dos CTT e levará ao encerramento definitivo da estação, trazendo inevitáveis prejuízos para a população.
O abaixo-assinado foi enviado à Administração dos CTT, à Assembleia de Freguesia do Couço, à Câmara Municipal e Assembleia Municipal de Coruche.
A presidência da Junta de Freguesia de S. Luís, em Odemira, lançou uma campanha de recolha de assinaturas em postais, apelando ao presidente do Conselho de Administração dos CTT para ter em conta os problemas inerentes à interioridade. Já foram enviados 1200 postais.
No concelho de Odemira, os Correios pretendem encerrar os postos de Vila Nova de Mil Fontes, Sabóia, Santa Clara e S. Luís.
Por seu lado, a Assembleia de Freguesia de Caminha repudia o desmantelamento do serviço público dos Correios, numa moção proposta pela CDU e aprovada por unanimidade. Os eleitos exigem que se mantenham em funcionamento os postos e estações de correios existentes e que se criem outros para cobrir o território nacional.
Aquele órgão solidariza-se com os trabalhadores dos CTT que lutam pela manutenção dos seus empregos e recusa «esta nova tentativa de transferir competências para as autarquias locais sem os meios adequados ao seu exercício e inteiramente fora do quadro das atribuições que lhes cumpre prosseguir, em prejuízo das populações e do desenvolvimento local».
Para a assembleia, trata-se do «desmantelamento de um serviço público essencial ao bem-estar e ao desenvolvimento, de reconhecida qualidade, tanto mais necessário quanto mais disperso e isolado for o povoamento». «Quem mais precisa deste serviço será exactamente quem primeiro ficará sem ele», especifica, acrescentando que «será nas regiões do interior com maiores carências que se farão sentir fortemente os efeitos da redução do emprego».
A Assembleia de Caminha critica a transferência encapotada para os órgãos autárquicos, «novos encargos e obrigações sem os meios adequados» e «novos encargos e obrigações no quadro das atribuições que, manifestamente, não cabe às Juntas de Freguesia prosseguir». Os eleitos consideram claro que se trata de «uma empresa pública na rota da privatização que se quer ver livre de uma fatia das suas obrigações não rentáveis».
No concelho de Caminha, os CTT prevêem encerrar ou transferir para as juntas de freguesia os postos de Moledo, Lanhelas e Vila Praia de Âncora.
CDU rejeita encerramentos
Os vereadores eleitos pela CDU do concelho de Silves rejeitam a «reformulação» das estações dos Correios de São Bartolomeu de Messines e de Algoz em lojas «multimarca» e a introdução de produtos de seguradoras.
«Consideramos que os CTT prestam um serviço público relevante à população e como tal deve ser mantido nos seus estritos limites, situação que não enjeita uma gestão moderna, empreendedora e eficiente, em sintonia com o interesse dos milhares de trabalhadores da empresa e o interesse geral da comunidade», afirma a Coordenadora Concelhia de Silves da CDU, em comunicado.
Os eleitos sublinham que o objectivo da administração dos Correios é «encetar o caminho da privatização da empresa, que conduziria à receita neo-liberal e dogmática do costume: destruição do serviço público, mais despedimentos, reforço da precariedade dos vínculos laborais, endeusamento do lucro como objectivo a atingir, subida nos preços dos serviços prestados e eventualmente pior nível de atendimento».
A Coordenadora refere a falta de uma posição clara da maioria do PSD e do presidente da Câmara Municipal de Silves sobre esta questão e lembra que estas medidas desregulamentam a vida económica e social do país, «sob os ditames sacrossantos da mercantilização de pessoas e bens».
Os signatários consideram que esta alteração põe em causa o serviço público dos CTT e levará ao encerramento definitivo da estação, trazendo inevitáveis prejuízos para a população.
O abaixo-assinado foi enviado à Administração dos CTT, à Assembleia de Freguesia do Couço, à Câmara Municipal e Assembleia Municipal de Coruche.
A presidência da Junta de Freguesia de S. Luís, em Odemira, lançou uma campanha de recolha de assinaturas em postais, apelando ao presidente do Conselho de Administração dos CTT para ter em conta os problemas inerentes à interioridade. Já foram enviados 1200 postais.
No concelho de Odemira, os Correios pretendem encerrar os postos de Vila Nova de Mil Fontes, Sabóia, Santa Clara e S. Luís.
Por seu lado, a Assembleia de Freguesia de Caminha repudia o desmantelamento do serviço público dos Correios, numa moção proposta pela CDU e aprovada por unanimidade. Os eleitos exigem que se mantenham em funcionamento os postos e estações de correios existentes e que se criem outros para cobrir o território nacional.
Aquele órgão solidariza-se com os trabalhadores dos CTT que lutam pela manutenção dos seus empregos e recusa «esta nova tentativa de transferir competências para as autarquias locais sem os meios adequados ao seu exercício e inteiramente fora do quadro das atribuições que lhes cumpre prosseguir, em prejuízo das populações e do desenvolvimento local».
Para a assembleia, trata-se do «desmantelamento de um serviço público essencial ao bem-estar e ao desenvolvimento, de reconhecida qualidade, tanto mais necessário quanto mais disperso e isolado for o povoamento». «Quem mais precisa deste serviço será exactamente quem primeiro ficará sem ele», especifica, acrescentando que «será nas regiões do interior com maiores carências que se farão sentir fortemente os efeitos da redução do emprego».
A Assembleia de Caminha critica a transferência encapotada para os órgãos autárquicos, «novos encargos e obrigações sem os meios adequados» e «novos encargos e obrigações no quadro das atribuições que, manifestamente, não cabe às Juntas de Freguesia prosseguir». Os eleitos consideram claro que se trata de «uma empresa pública na rota da privatização que se quer ver livre de uma fatia das suas obrigações não rentáveis».
No concelho de Caminha, os CTT prevêem encerrar ou transferir para as juntas de freguesia os postos de Moledo, Lanhelas e Vila Praia de Âncora.
CDU rejeita encerramentos
Os vereadores eleitos pela CDU do concelho de Silves rejeitam a «reformulação» das estações dos Correios de São Bartolomeu de Messines e de Algoz em lojas «multimarca» e a introdução de produtos de seguradoras.
«Consideramos que os CTT prestam um serviço público relevante à população e como tal deve ser mantido nos seus estritos limites, situação que não enjeita uma gestão moderna, empreendedora e eficiente, em sintonia com o interesse dos milhares de trabalhadores da empresa e o interesse geral da comunidade», afirma a Coordenadora Concelhia de Silves da CDU, em comunicado.
Os eleitos sublinham que o objectivo da administração dos Correios é «encetar o caminho da privatização da empresa, que conduziria à receita neo-liberal e dogmática do costume: destruição do serviço público, mais despedimentos, reforço da precariedade dos vínculos laborais, endeusamento do lucro como objectivo a atingir, subida nos preços dos serviços prestados e eventualmente pior nível de atendimento».
A Coordenadora refere a falta de uma posição clara da maioria do PSD e do presidente da Câmara Municipal de Silves sobre esta questão e lembra que estas medidas desregulamentam a vida económica e social do país, «sob os ditames sacrossantos da mercantilização de pessoas e bens».