Utentes anunciam protestos
Os operadores privados do sector dos transportes públicos rodoviários, que operam nas regiões de Lisboa e Setúbal, anunciaram recentemente, com a cobertura do Governo, que a partir de 1 de Junho, os passes social e combinado deixam de ser válidos em todas as suas carreiras.
Argumentam em defesa desta decisão que tais títulos de transporte, que existem há mais de 25 anos, não tem a devida compensação financeira por parte do Governo, acarretando para as empresas privadas prejuízos financeiros. Esta situação, a ser verdadeira, não se constitui como obstáculo, que estes grupos privados foram sempre manifestando, em adquirirem as empresas de transportes, as quais os sucessivos governos, perante tais interesses, foram privatizando.
Recorde-se que, para justificarem a decisão de desmantelarem a Rodoviária Nacional e criarem as empresas que entretanto foram sendo privatizadas, os governos afirmaram, na altura, que tal opção se traduziria no futuro em vantagens para os utentes, não apenas da redução do custo dos vários títulos de transporte, mas também na qualidade dos autocarros, assim como na quantidade de oferta dos transportes, situações essas que a realidade actual se encarrega de desmentir.
Entretanto, na passada semana, considerando as questões referidas, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP), em nota à imprensa, considera como inaceitáveis, por um lado, «as pressões que os grupos privados tem feito no sentido de obterem do Governo as compensações financeiras» e, por outro, «a decisão agora tomada, que a ser concretizada irá agravar consideravelmente as já precárias condições de vida dos utentes, contribuindo assim para que sejam cada vez mais utilizados os transportes individuais, com prejuízos claros para as já deficientes condições ambientais e energéticas que são vividas no interior dos aglomerados urbanos».
Face às questões descritas, o MUSP apela às comissões de utentes dos transportes e aos respectivos utentes para que desenvolvam acções ou iniciativas de protesto e repudio contra esta decisão lesiva aos seus direitos e pela exigência de mais e melhores transportes públicos.
Argumentam em defesa desta decisão que tais títulos de transporte, que existem há mais de 25 anos, não tem a devida compensação financeira por parte do Governo, acarretando para as empresas privadas prejuízos financeiros. Esta situação, a ser verdadeira, não se constitui como obstáculo, que estes grupos privados foram sempre manifestando, em adquirirem as empresas de transportes, as quais os sucessivos governos, perante tais interesses, foram privatizando.
Recorde-se que, para justificarem a decisão de desmantelarem a Rodoviária Nacional e criarem as empresas que entretanto foram sendo privatizadas, os governos afirmaram, na altura, que tal opção se traduziria no futuro em vantagens para os utentes, não apenas da redução do custo dos vários títulos de transporte, mas também na qualidade dos autocarros, assim como na quantidade de oferta dos transportes, situações essas que a realidade actual se encarrega de desmentir.
Entretanto, na passada semana, considerando as questões referidas, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP), em nota à imprensa, considera como inaceitáveis, por um lado, «as pressões que os grupos privados tem feito no sentido de obterem do Governo as compensações financeiras» e, por outro, «a decisão agora tomada, que a ser concretizada irá agravar consideravelmente as já precárias condições de vida dos utentes, contribuindo assim para que sejam cada vez mais utilizados os transportes individuais, com prejuízos claros para as já deficientes condições ambientais e energéticas que são vividas no interior dos aglomerados urbanos».
Face às questões descritas, o MUSP apela às comissões de utentes dos transportes e aos respectivos utentes para que desenvolvam acções ou iniciativas de protesto e repudio contra esta decisão lesiva aos seus direitos e pela exigência de mais e melhores transportes públicos.