Mentiras e repressão

A Associação de Solidariedade com Euskal Herria (ASEH) promoveu, sábado, frente à embaixada de Espanha em Lisboa, uma conferência de imprensa para denunciar as mentiras em relação aos atentados do passado dia 11 de Março em Madrid e protestar contra a escalada da repressão que se abateu sobre o povo e as organizações políticas e sociais bascas.
De acordo com o comunicado distribuído à imprensa, a ASEH «solidariza-se com as vítimas e famílias do brutal atentado, que teve como resultado a morte de mais de 200 pessoas que se deslocavam para os seus locais de trabalho» e apontou as responsabilidades do sucedido à «política externa do governo de Aznar, em parceria com Bush, Blair e Durão Barroso».
Tal como tem vindo a acontecer na guerra de ocupação do Iraque e no suposto combate ao terrorismo «os media nacionais e estrangeiros» manipularam os factos na tentativa de «garantirem uma vitória ao PP e legitimarem o governo espanhol a aumentar ainda mais as medidas repressivas sobre o povo basco», acusou a ASEH.
Medidas que se fizeram «imediatamente sentir em Iruñea» com o assassinato de Angel Berrueta pela polícia por este «se ter recusado a colocar um cartaz, no seu estabelecimento, defendendo a manipulação e a mentira do governo de Aznar», lê-se ainda no documento.
A terminar, a ASEH «congratula-se com a derrota do PP nas últimas eleições, mas lembra que o PSOE esteve sempre ao lado do PP na elaboração das leis “antiterrorismo” e do “funcionamento dos partidos” que permitiram a ilegalização de partidos políticos, organizações de direitos humanos, organizações juvenis e órgãos de comunicação social, comprometendo, assim, a democracia, a liberdade de expressão e a paz no País Basco.


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