Condenados por denunciar
Segundo informações divulgadas pela Associação Portuguesa de Insuficientes Renais, na quarta-feira da semana passada, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul foi condenado a pagar indemnizações compensatórias a quatro elementos do conselho de administração do Hospital Distrital de Évora.
Na base da decisão do Tribunal, estão alegadas difamações proferidas na denúncia do caso, em 1993, o qual envolveu a morte de 25 doentes daquela unidade de saúde por existência de excesso de alumínio no serviço de hemodiálise.
O presidente da APIR, José da Silva Ferreira, manifestou-se revoltado com a deliberação, ao que acresce o facto dos montantes em causa serem «muito superiores às que receberam as famílias das verdadeiras vítimas: os 25 doentes que morreram», pelo que a associação já solicitou uma audiência junto do ministro da saúde, Luís Filipe Pereira.
Da parte da estrutura sindical, o presidente Mário Jorge Neves lamentou que o apuramento da situação e a revelação pública tenham então sido feitas quando já haviam falecido uma dezena de utentes.
Quanto há condenação, Mário Jorge Neves, afirmou que «um dos elementos do conselho de administração de então deve receber 10 mil contos de indemnização, o que é cinco vezes superior ao que recebeu cada família dos doentes que morreram», classificando tal situação como «um escândalo, pois estamos a falar de vidas humanas que, pelos vistos, têm cinco vezes menos valor».
O dirigente declarou ainda que o SMZS vai recorrer da decisão para as instâncias superiores e, se for necessário, para o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, até que seja reposta justiça em relação aos verdadeiros culpados.
Na base da decisão do Tribunal, estão alegadas difamações proferidas na denúncia do caso, em 1993, o qual envolveu a morte de 25 doentes daquela unidade de saúde por existência de excesso de alumínio no serviço de hemodiálise.
O presidente da APIR, José da Silva Ferreira, manifestou-se revoltado com a deliberação, ao que acresce o facto dos montantes em causa serem «muito superiores às que receberam as famílias das verdadeiras vítimas: os 25 doentes que morreram», pelo que a associação já solicitou uma audiência junto do ministro da saúde, Luís Filipe Pereira.
Da parte da estrutura sindical, o presidente Mário Jorge Neves lamentou que o apuramento da situação e a revelação pública tenham então sido feitas quando já haviam falecido uma dezena de utentes.
Quanto há condenação, Mário Jorge Neves, afirmou que «um dos elementos do conselho de administração de então deve receber 10 mil contos de indemnização, o que é cinco vezes superior ao que recebeu cada família dos doentes que morreram», classificando tal situação como «um escândalo, pois estamos a falar de vidas humanas que, pelos vistos, têm cinco vezes menos valor».
O dirigente declarou ainda que o SMZS vai recorrer da decisão para as instâncias superiores e, se for necessário, para o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, até que seja reposta justiça em relação aos verdadeiros culpados.