Droga de política
O PCP visitou o Casal Ventoso na segunda-feira e verificou que muitos dos problemas antigos regressaram àquela zona de Lisboa. E responsabiliza Governo e autarquia.
A reconversão urbana do Casal Ventoso parou com a maioria de direita
Ao interromper o processo de reconversão urbana do Casal Ventoso e ao cortar com a política de tratamento e recuperação da toxicodependência, a direita – no poder no País e em Lisboa – provocou o regresso ao bairro de alguns dos seus históricos problemas. Muitos destes tinham já sido resolvidos pela anterior maioria autárquica ou estavam, pelo menos, em fase de resolução. A acusação é do PCP, que visitou na segunda-feira aquela zona de Lisboa.
A delegação era composta pelo deputado Bruno Dias, pela vereadora comunista da Câmara Municipal de Lisboa Rita Magrinho, e por Carlos Gonçalves, do Comité Central. À sua espera estava Lourenço Bernardino, presidente da Junta de Freguesia do Santo Condestável.
Os comunistas denunciam que a falta de estruturas fixas de apoio a toxicodependentes da zona levou a um aumento do número de seringas trocadas. Actualmente, está-se a trocar cerca de 500 seringas por dia, ou seja, mais do dobro do verificado durante o programa de apoio, que funcionou com a anterior maioria municipal.
Entre 1996 e 2000, as estruturas de apoio criadas no terreno apoiaram cerca de 10 mil toxicodependentes, a quem foram prestados 800 mil actos higienico-sanitários e 40 mil actos de saúde. Esta intervenção, aliada ao reforço da segurança na zona, provocou a quase total extinção do tráfico e consumo de droga na zona, destaca o PCP. O Casal Ventoso era antes considerado o maior «supermercado» de droga na Europa, com 5 mil visitantes diários.
Os comunistas consideram ainda que a reconversão urbana não foi complementada, nada tendo sido feito para evitar a exportação do chamado «modelo Casal Ventoso», nem tão pouco a «guetização» da área. A contribuir para este fenómeno está a carência de equipamentos sociais. O Centro de Saúde não está a ser utilizado e estão ainda por fazer o pavilhão desportivo e equipamentos de tempos livres para as crianças. A extinção do Gabinete de Reconversão do Casal Ventoso ajudou decisivamente a este retrocesso.
As propostas necessárias
Para alterar o rumo da situação, o PCP defende que regresse ao Casal Ventoso uma intervenção integrada em todas as áreas, assegurada por uma estrutura com as competências para o fazer. A construção e utilização de equipamentos sociais em falta, bem como a dinamização económica daquela localidade da capital é outra das prioridades dos comunistas.
O PCP destaca a necessidade de ser facultada informação acerca dos índices de tráfico de droga na zona e também sobre a resposta da PSP aos problema de segurança. O reforço do dispositivo policial e da investigação e combate ao tráfico são medidas propostas pelo PCP. O regresso das condições já existentes de encaminhamento dos consumidores de droga para as estruturas de saúde é outra das sugestões. Sobre todas estas matérias, o PCP assume a iniciativa de apresentar propostas, quer na câmara e assembleia municipais quer na Assembleia da República.
A delegação era composta pelo deputado Bruno Dias, pela vereadora comunista da Câmara Municipal de Lisboa Rita Magrinho, e por Carlos Gonçalves, do Comité Central. À sua espera estava Lourenço Bernardino, presidente da Junta de Freguesia do Santo Condestável.
Os comunistas denunciam que a falta de estruturas fixas de apoio a toxicodependentes da zona levou a um aumento do número de seringas trocadas. Actualmente, está-se a trocar cerca de 500 seringas por dia, ou seja, mais do dobro do verificado durante o programa de apoio, que funcionou com a anterior maioria municipal.
Entre 1996 e 2000, as estruturas de apoio criadas no terreno apoiaram cerca de 10 mil toxicodependentes, a quem foram prestados 800 mil actos higienico-sanitários e 40 mil actos de saúde. Esta intervenção, aliada ao reforço da segurança na zona, provocou a quase total extinção do tráfico e consumo de droga na zona, destaca o PCP. O Casal Ventoso era antes considerado o maior «supermercado» de droga na Europa, com 5 mil visitantes diários.
Os comunistas consideram ainda que a reconversão urbana não foi complementada, nada tendo sido feito para evitar a exportação do chamado «modelo Casal Ventoso», nem tão pouco a «guetização» da área. A contribuir para este fenómeno está a carência de equipamentos sociais. O Centro de Saúde não está a ser utilizado e estão ainda por fazer o pavilhão desportivo e equipamentos de tempos livres para as crianças. A extinção do Gabinete de Reconversão do Casal Ventoso ajudou decisivamente a este retrocesso.
As propostas necessárias
Para alterar o rumo da situação, o PCP defende que regresse ao Casal Ventoso uma intervenção integrada em todas as áreas, assegurada por uma estrutura com as competências para o fazer. A construção e utilização de equipamentos sociais em falta, bem como a dinamização económica daquela localidade da capital é outra das prioridades dos comunistas.
O PCP destaca a necessidade de ser facultada informação acerca dos índices de tráfico de droga na zona e também sobre a resposta da PSP aos problema de segurança. O reforço do dispositivo policial e da investigação e combate ao tráfico são medidas propostas pelo PCP. O regresso das condições já existentes de encaminhamento dos consumidores de droga para as estruturas de saúde é outra das sugestões. Sobre todas estas matérias, o PCP assume a iniciativa de apresentar propostas, quer na câmara e assembleia municipais quer na Assembleia da República.