Lisboa

Recriar a CDU

No Encontro de Quadros de Lisboa para o Trabalho Autárquico, fizeram caminho algumas ideias centrais que conduziram claramente a uma conclusão: é oportuno recriar a Coligação Democrática Unitária na Cidade com «Os Verdes» e a Intervenção Democrática e com milhares de independentes, preparando as eleições locais de Outubro de 2005 em qualquer dos quadros possíveis/previsíveis neste momento: quer haja coligação com o PS quer não, o trabalho de campo e a ligação cada vez mais forte às populações devem prosseguir.
Em todo o caso, e para o caso de haver coligação, isso deverá acontecer com quatro premissas iniciais: em primeiro lugar, que a base de partida seja um programa de acção claramente de esquerda; em segundo lugar, que as posições relativas e o peso relativo de cada um destes dois partidos seja próxima das de 1989; em terceiro lugar, que a eventual entrada do Bloco de Esquerda se faça proporcionalmente à custa dos dois parceiros de forma equilibrada; em quarto lugar, finalmente, que todas estas circunstâncias sejam mais uma vez ser decididas ao mais alto nível político, reeditando métodos de trabalho de 1989, que então deram bom resultado e que hoje voltarão a dar. Sobretudo, ficou bem esclarecido que a actual direcção de Lisboa do PS não tem mostrado nem a firmeza nem a disponibilidade para esta tarefa.
Em 89, o PCP tinha quatro vereadores e o PS três, o PCP tinha a presidência de 12 freguesias e o PS nenhuma. O PCP tinha a sua campanha já em cartazes pela Cidade e abdicou disso e de muitas posições em favor da Coligação. Nunca mais fez o teste eleitoral do seu peso, nem o PS. Portanto, é dali que se parte… o resto são sondagens, que sempre colocam o PCP vários pontos abaixo das urnas. Quanto ao BE, foi a votos há dois anos. Vale o que vale e o resto também são sondagens (por alguma razão o BE se passeia ao colo da direita, do PS e da comunicação social…). Vale: 8 eleitos em Freguesias e dois na Assembleia Municipal.

Negócios e especulações

No Encontro, muitos dos presentes registram com ênfase o que tem acontecido nestes dois anos de poder local em Lisboa, com a direita (PSD-PP) no poder na CML, e com a personalidade «sui generis» do actual Presidente da CML centrada no uso da autarquia como trampolim para outros voos, talvez mesmo a Presidência da República.
Santana Lopes é tido como um homem do capital financeiro em Lisboa, quer como vice-presidente do seu partido como enquanto Presidente da CML. Assim se explica a quantidade de negócios de especulação imobiliária, como os casos do Casino, dos terrenos da Feira Popular ou as Torres de Alcântara, Docapesca, Quarteirão da CML na 24 de Julho, Aterro da Boavista, Torres da Parque Expo, Jardins de Braço de Prata, Vale de Santo António, EPAM e outros.
Quanto ao PS, ficou repetidamente constatado que esta bancada tem branqueado a acção de Santana Lopes, numa espécie de pacto de regime (com a direita) a que chama «oposição construtiva», e com votações comprometidas com Santana Lopes, designadamente em casos como a revisão simplificada do Plano Director, os planos e orçamentos, o Parque Mayer.

Oposição séria

Pelo contrário, o PCP constitui a única alternativa política e a grande força de oposição (que vai aumentar), como em casos conhecidos. Foi a acção do PCP que obrigou ao recuo de Santana Lopes em situações como a do Parque Mayer e levou à denúncia do desperdício e ilegalidade que é o Túnel do Marquês, estando também visível no combate à ilegalidade da revisão simplificada do PDM. É o PCP que está nos bairros municipais em defesa dos interesses dos moradores, contra a destruição da Docapesca e contra a construção das Torres de Alcântara. O PCP bate-se pelo acabamento e ou abertura de equipamentos sociais e desportivos deixados pela gestão anterior, obrigou a uma solução para o Bairro da Liberdade, pela abertura do acesso sul do Metro da Bela Vista, contra a Bomba de gasolina do Alto da Faia/Lumiar, pela recuperação do Bairro 2 de Maio e do Casalinho da Ajuda.
O PCP é oposição política a sério. Com a CDU, prepara-se o futuro da Cidade.


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