Israel contra-ataca
O ministro de Negócios Estrangeiros israelita, Sylvan Shalom, considera que um eventual «êxito» palestiniano no Tribunal Internacional de Justiça, (TIJ) – a quem foi pedido parecer sobre o «muro do apartheid» que Israel está a construir na Cisjordânia – porá em causa órgãos da comunidade internacional.
«O principal risco, além de um dano considerável para o processo de paz, é que um eventual “êxito” levaria a outras perigosas questões políticas capazes de destruir os órgãos da nossa comunidade internacional, tais como as questões do Iraque e a
Tchetchénia», afirmou Shalom em entrevista ao diário francês «Le Fígaro».
Esta súbita preocupação israelita tem como objectivo levar o TIJ a rejeitar o que Shalom designa por «tentativa de exploração do seu mandato para fins políticos».
Admitindo que o Tribunal de Haia pode não ser sensível aos seus argumentos, o governo israelita decidiu a semana passada negar ao TIJ o direito de estatuir - como este pretende fazer este mês - sobre a legalidade do muro, que deve estender-se ao longo de 700 quilómetros no interior da Cisjordânia e em torno de Jerusalém-leste.
O Tribunal Internacional foi chamado a pronunciar-se sobre as consequências jurídicas da linha de separação, condenada pelas Nações Unidas, através de uma resolução aprovada a 8 de Dezembro pela Assembleia Geral da ONU.
«O principal risco, além de um dano considerável para o processo de paz, é que um eventual “êxito” levaria a outras perigosas questões políticas capazes de destruir os órgãos da nossa comunidade internacional, tais como as questões do Iraque e a
Tchetchénia», afirmou Shalom em entrevista ao diário francês «Le Fígaro».
Esta súbita preocupação israelita tem como objectivo levar o TIJ a rejeitar o que Shalom designa por «tentativa de exploração do seu mandato para fins políticos».
Admitindo que o Tribunal de Haia pode não ser sensível aos seus argumentos, o governo israelita decidiu a semana passada negar ao TIJ o direito de estatuir - como este pretende fazer este mês - sobre a legalidade do muro, que deve estender-se ao longo de 700 quilómetros no interior da Cisjordânia e em torno de Jerusalém-leste.
O Tribunal Internacional foi chamado a pronunciar-se sobre as consequências jurídicas da linha de separação, condenada pelas Nações Unidas, através de uma resolução aprovada a 8 de Dezembro pela Assembleia Geral da ONU.