Cimeira dos povos contra a ALCA
No 3º Encontro de Luta contra a ALCA, a decorrer esta semana em Havana, concertam-se estratégias para evitar a dominação política e económica dos EUA.
Uma peça chave na consolidação do movimento social continental
Mais de um milhar de pessoas procedentes de todos os pontos do continente americano acorreram à capital cubana para participar numa iniciativa que é considerada por muitos como uma espécie de Cimeira dos Povos latino-americanos contra as pretensões hegemónicas dos EUA. Para o investigador José Ángel Pérez García, perito do Centro de Estudos da Economia Mundial, o evento constitui uma peça chave na consolidação do movimento social continental de oposição ao projecto de anexação que a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas) representa. A batalha é decisiva, afirma Pérez García, tendo em conta as pretensões e a pressa da administração norte-americana em implantar a ALCA em 2005.
A proposta da ALCA começou a ganhar corpo em 1990, quando o então presidente George Bush anunciou a sua «Iniciativa para as Américas” (Enterprise for the Américas Initiative – EAI), cujo objectivo era a liberalização total do comércio, «do Alasca à Terra do Fogo». O governo de Bill Clinton continuou o projecto, cujo primeiro passo foi a assinatura do NAFTA (EUA, Canadá e México), que entrou em vigor em 1994.
O tratado entre os três países beneficiou o capital, mas não os trabalhadores. Desde sua vigência, este tratado já eliminou 766 mil empregos nos EUA e 276 mil no Canadá, mas as consequências mais gravosas registam-se no México, onde o número de pobres passou de 11 milhões (16 por cento da população) para 51 milhões em 2001 (58 por cento).
É este exemplo que os povos latino-americanos não querem ver exportado para os seus países.
A proposta da ALCA começou a ganhar corpo em 1990, quando o então presidente George Bush anunciou a sua «Iniciativa para as Américas” (Enterprise for the Américas Initiative – EAI), cujo objectivo era a liberalização total do comércio, «do Alasca à Terra do Fogo». O governo de Bill Clinton continuou o projecto, cujo primeiro passo foi a assinatura do NAFTA (EUA, Canadá e México), que entrou em vigor em 1994.
O tratado entre os três países beneficiou o capital, mas não os trabalhadores. Desde sua vigência, este tratado já eliminou 766 mil empregos nos EUA e 276 mil no Canadá, mas as consequências mais gravosas registam-se no México, onde o número de pobres passou de 11 milhões (16 por cento da população) para 51 milhões em 2001 (58 por cento).
É este exemplo que os povos latino-americanos não querem ver exportado para os seus países.