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Sabemos todos – ou, pelo menos, muitos – quão necessário será, neste 2004 que agora começa, continuar a lutar com tenacidade redobrada e pelas mais diversas formas contra a devastadora política do Governo PSD-CDS/PP.
Sabemos todos – ou, pelo menos, muitos – quão indispensável e insubstituível será construir e reforçar diques de resistência ao maremoto de retrocessos que a política do governo da direita está soprando em quase todos os azimutes da vida nacional.
Sabemos todos – ou, pelo menos, muitos – quão urgentes e prementes continuarão a ser a indignação, o protesto e a luta contra uma política de degradação das condições de vida da população, de ataque furioso aos direitos dos trabalhadores e de profunda insensibilidade social que é premeditadamente conduzida por este governo, como bem se acaba de ver no insolente aumento mínimo do salário mínimo nacional.
Sabemos todos – ou, pelo menos, muitos - quão essencial será necessário continuar a afirmar e a demonstrar, pela acção cívica e política, que o que está em funesta marcha acelerada na sociedade portuguesa não é nenhum programa geral ou equitativa de sacrifícios mas um programa global de liquidação de direitos e conquistas sociais com raízes na revolução libertadora do 25 de Abril que tem como contrapartida, designada mas não exclusivamente através de múltiplas formas e linhas de privatização, um incomensurável restabelecimento do poder e privilégios do grande capital sobre a vida do país.
Sabemos todos – ou, pelo menos, muitos – quão viva indignação e ardente combate tem de continuar a merecer o reaccionarismo desavergonhado e bronco da coligação governante como, entre muitos outros exemplos, ficou recentemente bem à vista sobre a revisão constitucional e sobre a questão do aborto.
Mas, sabendo tudo isto, talvez não seja cedo demais para que todos saibam que daqui por cinco meses e meio, mais precisamente no dia 13 de Junho de 2004, haverá eleições que são uma grande oportunidade para acertar contas com a direita governante e apoiar os que, na vida real e não apenas nos favores dos «media», mais corajosa e consequentemente lhe têm feito frente.
É verdade que serão eleições para o Parlamento Europeu que fica longe que se farta. Mas agirão contra si próprios, contra as queixas que hoje justamente têm e contra a indignação e revolta que hoje compreensivelmente sentem todos os que não forem capazes de perceber que é cá dentro, em Portugal, que os seus resultados poderão e deverão fazer mossa neste governo e na sua política.
E, por causa das distracções, o melhor talvez seja mesmo estrear já as agendas novas (ou até os calendários de cozinha) e nelas marcar para 13 de Junho o inalterável compromisso desse ajuste de contas através do voto.
Sabemos todos – ou, pelo menos, muitos – quão indispensável e insubstituível será construir e reforçar diques de resistência ao maremoto de retrocessos que a política do governo da direita está soprando em quase todos os azimutes da vida nacional.
Sabemos todos – ou, pelo menos, muitos – quão urgentes e prementes continuarão a ser a indignação, o protesto e a luta contra uma política de degradação das condições de vida da população, de ataque furioso aos direitos dos trabalhadores e de profunda insensibilidade social que é premeditadamente conduzida por este governo, como bem se acaba de ver no insolente aumento mínimo do salário mínimo nacional.
Sabemos todos – ou, pelo menos, muitos - quão essencial será necessário continuar a afirmar e a demonstrar, pela acção cívica e política, que o que está em funesta marcha acelerada na sociedade portuguesa não é nenhum programa geral ou equitativa de sacrifícios mas um programa global de liquidação de direitos e conquistas sociais com raízes na revolução libertadora do 25 de Abril que tem como contrapartida, designada mas não exclusivamente através de múltiplas formas e linhas de privatização, um incomensurável restabelecimento do poder e privilégios do grande capital sobre a vida do país.
Sabemos todos – ou, pelo menos, muitos – quão viva indignação e ardente combate tem de continuar a merecer o reaccionarismo desavergonhado e bronco da coligação governante como, entre muitos outros exemplos, ficou recentemente bem à vista sobre a revisão constitucional e sobre a questão do aborto.
Mas, sabendo tudo isto, talvez não seja cedo demais para que todos saibam que daqui por cinco meses e meio, mais precisamente no dia 13 de Junho de 2004, haverá eleições que são uma grande oportunidade para acertar contas com a direita governante e apoiar os que, na vida real e não apenas nos favores dos «media», mais corajosa e consequentemente lhe têm feito frente.
É verdade que serão eleições para o Parlamento Europeu que fica longe que se farta. Mas agirão contra si próprios, contra as queixas que hoje justamente têm e contra a indignação e revolta que hoje compreensivelmente sentem todos os que não forem capazes de perceber que é cá dentro, em Portugal, que os seus resultados poderão e deverão fazer mossa neste governo e na sua política.
E, por causa das distracções, o melhor talvez seja mesmo estrear já as agendas novas (ou até os calendários de cozinha) e nelas marcar para 13 de Junho o inalterável compromisso desse ajuste de contas através do voto.