Partidos comunistas contra a «constituição»

Vinte e três partidos comunistas e operários da Europa participaram num encontro, realizado, no sábado e domingo, em Atenas, sobre o projecto de tratado constitucional, a convite do Partido Comunista Grego (KKE).
No início dos trabalhos, a secretário-geral do KKE, Aleka Papariga, citado pela Agência Lusa, considerou que «o que se chama hoje Constituição da União Europeia não é mais nada do que um novo tratado reaccionário (...) que torna as coisas piores ainda para os trabalhadores
europeus».
A Constituição, acrescentou, «legaliza as intervenções militares em nome do terrorismo» e que «sobrepõe-se aos interesses nacionais dos países-membros». Aleka Papariga propôs «a organização de uma grande campanha de informação a nível europeu» e o «apoio ao não em todos os países onde se realizar um referendo».
«Não à Constituição europeia, não à política da União Europeia dos monopólios deve ser o elemento central do trabalho nas próximas eleições europeias», disse ainda.
Em Atenas reuniram-se os partidos comunistas e operários da Alemanha, Bulgária, Dinamarca, Estónia, Irlanda, Letónia, Lituânia, Noruega, Hungria, Ucrânia, Polónia, Portugal, Roménia, Eslováquia, Turquia, Partido do Socialismo Democrático da Alemanha e o Partido de Refundação Comunista da Itália.


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