«Os Verdes» comentam Cimeira

Resultado positivo

O Partido Ecologista «Os Verdes» considera que a ausência de consenso no Conselho Europeu de Bruxelas quanto ao tratado constitucional foi positiva para Portugal e para a Europa.

A postura do governo português foi preocupante e frágil

O desfecho da Cimeira de Bruxelas, considera «Os Verdes, «tornou claro que o federalismo e a desigualdade entre estados-membros não é uma inevitabilidade para a Europa, como o PSD e o PS procuram fazer crer», e que «o caminho proposto pela Convenção sobre o Futuro da Europa é negativo.
«O Governo português teve uma postura preocupante e demasiado frágil na Conferência Intergovernamental», concluiu o Conselho Nacional de «Os Verdes», reunido no sábado, que denunciou as cedências em questões que claramente prejudicavam o nosso país: «Primeiramente não aceitava o fim das presidências rotativas, depois acabou por aceitar um presidente do Conselho Europeu eleito por maioria qualificada», e declarando que «só aceitava uma Comissão em que tivessem representados todos os estados», acabou por concordar que «esta funcionasse a 15».
Pugnando por uma «Europa que respeite a igualdade entre estados-membros, a sua diversidade e especificidade», «Os Verdes» sublinham que «só se pode conceber a Europa como se concebe a Natureza: a riqueza está na sua diversidade».
No comunicado, o Partido Ecologista destaca como «positivo» a decisão de sediar em Portugal a Agência de Marítima de Segurança, observando que «vem trazer mais responsabilidades para o nosso país, no que toca à defesa dos recursos biológicos marinhos e à defesa dos oceanos», devendo «assumir posições mais determinadas em matéria de poluição e trânsito de navios com cargas perigosas».


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