Crianças presas em Guantanamo
Segundo informações veiculadas pela Humans Rights Watch (HRW), organização não governamental de direitos humanos, o director-geral do comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Angelo Gnaedinger, acusou os EUA de manterem detidas na sua base militar de Guantanamo, em Cuba, um número não revelado de crianças, entre as quais uma de apenas 12 anos.
As afirmações de Gnaedinger foram proferidas à imprensa, quinta-feira passada, durante uma visita à Dinamarca, escusando-se no entanto a indicar as nacionalidades e idades exactas dos menores.
Paralelamente manifestou-se desagradado com a manutenção, em condições sub-humanas de cerca de 600 presos afegãos à mais de dois anos sem formulação conhecida de acusação ou julgamento, situação que qualificou como «vazio legal» conducente a uma «indefinição inaceitável».
O périplo, que se compôs de encontros com parlamentares dinamarqueses e com o ministro das Relações Exteriores deste país, Per Stig Moeller, teve como objectivo discutir a situação de um cidadão daquele país que se encontra entre os 600 prisioneiros.
Recorde-se que os EUA continuam a recusar a atribuição de estatuto de prisioneiro de guerra aos reclusos de Guantanamo – que os obrigaria, ao abrigo do direito internacional, a considerar o estabelecido na Convenção de Genebra - , possibilitando a manutenção por tempo indeterminado destes sob custódia das autoridades militares norte-americanas.
As afirmações de Gnaedinger foram proferidas à imprensa, quinta-feira passada, durante uma visita à Dinamarca, escusando-se no entanto a indicar as nacionalidades e idades exactas dos menores.
Paralelamente manifestou-se desagradado com a manutenção, em condições sub-humanas de cerca de 600 presos afegãos à mais de dois anos sem formulação conhecida de acusação ou julgamento, situação que qualificou como «vazio legal» conducente a uma «indefinição inaceitável».
O périplo, que se compôs de encontros com parlamentares dinamarqueses e com o ministro das Relações Exteriores deste país, Per Stig Moeller, teve como objectivo discutir a situação de um cidadão daquele país que se encontra entre os 600 prisioneiros.
Recorde-se que os EUA continuam a recusar a atribuição de estatuto de prisioneiro de guerra aos reclusos de Guantanamo – que os obrigaria, ao abrigo do direito internacional, a considerar o estabelecido na Convenção de Genebra - , possibilitando a manutenção por tempo indeterminado destes sob custódia das autoridades militares norte-americanas.