Queixas de guardas e detidos

Os guardas prisionais e os detidos do Estabelecimento Prisional de Monção (EPM) acusaram, sexta-feira, o inspector da Delegação do Norte do Serviço de Auditoria e Inspecção e mais 25 agentes da prisão de Custóias de terem praticado actos violentos e humilhantes numa rusga efectuada em busca de estupefacientes.
Apesar de temerem actos de punição disciplinar, os queixosos relataram os acontecimentos, em carta enviada à Ministra da Justiça, à Ordem dos Advogados, ao Provedor de Justiça e à Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, qualificando-os de actos «pidescos».
Segundo declararam, os agentes invadiram as instalações ignorando os guardas de serviço e as chefias da cadeia, revistaram haveres pessoais dos reclusos tratando-os «como lixo», apreenderam objectos autorizados pela direcção, danificaram material e alimentos do bar comunitário de forma arbitrária e violenta e, não tendo encontrado vestígios de droga nas celas, chegaram a apreender bisnagas de loções dermatológicas receitadas pelo médico de serviço no EPM.
Para além disso, em clara violação com as disposições legais, os presos foram obrigados a despirem-se em frente de todos, um dos quais foi sujeito a um castigo por ter reclamado contra a acção.


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