CGTP-IN em defesa da Segurança Social
Para denunciar o ataque do Governo aos subsídios de desemprego e de doença, dirigentes sindicais concentraram-se frente ao Ministério do Trabalho, apelando à convergência de protestos, dia 29 de Novembro, nas manifestações nacionais de dia 29, em Lisboa e no Porto. Na tribuna pública, realizada na quinta-feira da semana passada, foram apontados alguns fortes motivos para aumentar a resistência na defesa do sistema público de Segurança Social, face aos projectos do Governo e do ministro Bagão Félix relativamente aos subsídios de doença e de desemprego.
Carvalho da Silva imputou as propostas de redução destas prestações sociais às «ideias da extrema-direita no poder», acusando o actual ministro do Trabalho de ser «o mais conservador e ideologicamente mais determinado na consecução de objectivos reaccionários», tratando as questões laborais com «frieza, fingimento e manipulação» nunca vistos desde o 25 de Abril. O secretário-geral da CGTP-IN reafirmou o protesto contra os governantes do PSD/PP, que encaram os trabalhadores como «uns malandros, que precisam é de castigo e, às vezes, de uma cenoura», e sublinhou que «estamos determinados a mudar isto».
Maria do Carmo Tavares, reportando-se a afirmações feitas na véspera, na reunião da Concertação Social que discutiu os projectos legislativos do Governo, refutou os argumentos do ministro e alertou para a necessidade de não dividir os trabalhadores, com o perigoso conceito de «redistribuir» o produto das contribuições para a Segurança Social. A responsável pelas matérias sociais na Comissão Executiva da Inter realçou que «não podemos atirar activos contra reformados» nem «gerações contra gerações».
Para a CIP, referiu, a preocupação centrou-se apenas em garantir que não iriam aumentar as despesas do patronato, com os sistemas complementares.
Intervieram também os coordenadores das uniões de sindicatos de Aveiro e Setúbal e dirigentes sindicais do Porto e de Braga.
Que querem tirar
No quadro de uma política de redução sistemática dos direitos da Segurança Social, o Governo pretende agora reduzir o valor das baixas para a larga maioria dos beneficiários, passando de 65 para 50 por cento da remuneração normal nas baixas até 30 dias e de 65 para 60 por cento nas baixas entre um e três meses.
Até ao final do ano, o ministro quer reduzir o período de subsídio de desemprego para os trabalhadores mais jovens. Bagão pretende ainda retirar o subsídio a quem não aceite «emprego conveniente», independentemente de qualificações, localização ou penosidade do trabalho proposto.
Nas situações de desemprego por «mútuo acordo», quer que seja descontada no subsídio parte da indemnização, que é devida ao trabalhador pela entidade patronal – o que penalizaria os trabalhadores mais velhos.
Carvalho da Silva imputou as propostas de redução destas prestações sociais às «ideias da extrema-direita no poder», acusando o actual ministro do Trabalho de ser «o mais conservador e ideologicamente mais determinado na consecução de objectivos reaccionários», tratando as questões laborais com «frieza, fingimento e manipulação» nunca vistos desde o 25 de Abril. O secretário-geral da CGTP-IN reafirmou o protesto contra os governantes do PSD/PP, que encaram os trabalhadores como «uns malandros, que precisam é de castigo e, às vezes, de uma cenoura», e sublinhou que «estamos determinados a mudar isto».
Maria do Carmo Tavares, reportando-se a afirmações feitas na véspera, na reunião da Concertação Social que discutiu os projectos legislativos do Governo, refutou os argumentos do ministro e alertou para a necessidade de não dividir os trabalhadores, com o perigoso conceito de «redistribuir» o produto das contribuições para a Segurança Social. A responsável pelas matérias sociais na Comissão Executiva da Inter realçou que «não podemos atirar activos contra reformados» nem «gerações contra gerações».
Para a CIP, referiu, a preocupação centrou-se apenas em garantir que não iriam aumentar as despesas do patronato, com os sistemas complementares.
Intervieram também os coordenadores das uniões de sindicatos de Aveiro e Setúbal e dirigentes sindicais do Porto e de Braga.
Que querem tirar
No quadro de uma política de redução sistemática dos direitos da Segurança Social, o Governo pretende agora reduzir o valor das baixas para a larga maioria dos beneficiários, passando de 65 para 50 por cento da remuneração normal nas baixas até 30 dias e de 65 para 60 por cento nas baixas entre um e três meses.
Até ao final do ano, o ministro quer reduzir o período de subsídio de desemprego para os trabalhadores mais jovens. Bagão pretende ainda retirar o subsídio a quem não aceite «emprego conveniente», independentemente de qualificações, localização ou penosidade do trabalho proposto.
Nas situações de desemprego por «mútuo acordo», quer que seja descontada no subsídio parte da indemnização, que é devida ao trabalhador pela entidade patronal – o que penalizaria os trabalhadores mais velhos.