O Governo é responsável pelo desemprego
A Organização Regional da Juventude Trabalhadora de Braga da JCP acusa o Governo de fazer «uma gestão incompetente», com a agravante de «comprometer gravemente o futuro do País» por não investir na educação.
Esta acusação foi feita numa conferência de imprensa, no dia 29, em que os jovens comunistas defenderam que o agravamento do desemprego «não pode ser visto apenas em termos estatísticos», visto ter «pesados custos humanos, sociais e económicos».
A organização de Braga da JCP aponta três razões fundamentais para a vaga de desemprego. A primeira prende-se com a «vassalagem» dos governos do PS, do PSD e do CDS «aos lobbys dos grupos empresariais e às divinas ordens da oligarquia da União Europeia».
Por outro lado, a JCP considera que «são sempre os trabalhadores a pagar a crise». «Porque razão uns apertam o cinto, enquanto a outros são dadas regalias económicas?», questiona, dando como exemplo o aumento do IVA e a descida do IRC.
A última razão relaciona-se com a retirada de direitos aos trabalhadores, através da «tomada do poder de uma aliança macabra, que caminha a passos largos para o ideal de “Europa Berlusconiana”». Os jovens comunistas classificam o Código Laboral como o «Código da Neo-Escravatura» e referem que o panorama é «muito negro» devido às «políticas de direita bastante castradoras para os jovens».
Graves consequências
Entre os empregados jovens, 90 por cento são trabalhadores assalariados e todos os dados mostram que a precariedade aumentou consideravelmente nos últimos anos. De acordo com o Eurostat, Portugal registou o maior aumento homólogo da taxa de desemprego da União Europeia, passando de 4,4 por cento em Março de 2002 para 7 por cento em Março de 2003. A taxa de desemprego dos jovens menores de 25 anos aumentou de 8,7 por cento para 14 por cento no mesmo período.
«O desemprego afecta a qualidade de vida e as condições de subsistência. Deteriora o relacionamento familiar. Destrói qualificações e experiências profissionais adquiridas. Provoca problemas psicológicos graves ao desempregado, que se sente como um proscrito da sociedade. Agrava a situação dos sistemas da segurança social, que passam a ter menos receitas e mais despesas», enumera a organização.
«O desemprego, porém, em nada afecta o capital e os senhores que o dominam, muito pelo contrário. O desemprego cria exércitos de trabalhadores desesperados por conseguir um posto de trabalho, seja quais forem as condições, mesmo que esse emprego não lhes pague o pão que comem. O desemprego degrada a condição do homem e transforma-o num mero “animal de carga”, de quem se pode pôr e dispor conforme a vontade do seu amo», sustenta a JCP.
Os jovens comunistas afirmam que «a luta não está perdida nem nunca estará, desde que unamos esforços para revogar este Código do Trabalho e lutemos juntos por melhores condições de vida e pelo fim da precariedade no emprego».
Esta acusação foi feita numa conferência de imprensa, no dia 29, em que os jovens comunistas defenderam que o agravamento do desemprego «não pode ser visto apenas em termos estatísticos», visto ter «pesados custos humanos, sociais e económicos».
A organização de Braga da JCP aponta três razões fundamentais para a vaga de desemprego. A primeira prende-se com a «vassalagem» dos governos do PS, do PSD e do CDS «aos lobbys dos grupos empresariais e às divinas ordens da oligarquia da União Europeia».
Por outro lado, a JCP considera que «são sempre os trabalhadores a pagar a crise». «Porque razão uns apertam o cinto, enquanto a outros são dadas regalias económicas?», questiona, dando como exemplo o aumento do IVA e a descida do IRC.
A última razão relaciona-se com a retirada de direitos aos trabalhadores, através da «tomada do poder de uma aliança macabra, que caminha a passos largos para o ideal de “Europa Berlusconiana”». Os jovens comunistas classificam o Código Laboral como o «Código da Neo-Escravatura» e referem que o panorama é «muito negro» devido às «políticas de direita bastante castradoras para os jovens».
Graves consequências
Entre os empregados jovens, 90 por cento são trabalhadores assalariados e todos os dados mostram que a precariedade aumentou consideravelmente nos últimos anos. De acordo com o Eurostat, Portugal registou o maior aumento homólogo da taxa de desemprego da União Europeia, passando de 4,4 por cento em Março de 2002 para 7 por cento em Março de 2003. A taxa de desemprego dos jovens menores de 25 anos aumentou de 8,7 por cento para 14 por cento no mesmo período.
«O desemprego afecta a qualidade de vida e as condições de subsistência. Deteriora o relacionamento familiar. Destrói qualificações e experiências profissionais adquiridas. Provoca problemas psicológicos graves ao desempregado, que se sente como um proscrito da sociedade. Agrava a situação dos sistemas da segurança social, que passam a ter menos receitas e mais despesas», enumera a organização.
«O desemprego, porém, em nada afecta o capital e os senhores que o dominam, muito pelo contrário. O desemprego cria exércitos de trabalhadores desesperados por conseguir um posto de trabalho, seja quais forem as condições, mesmo que esse emprego não lhes pague o pão que comem. O desemprego degrada a condição do homem e transforma-o num mero “animal de carga”, de quem se pode pôr e dispor conforme a vontade do seu amo», sustenta a JCP.
Os jovens comunistas afirmam que «a luta não está perdida nem nunca estará, desde que unamos esforços para revogar este Código do Trabalho e lutemos juntos por melhores condições de vida e pelo fim da precariedade no emprego».