Interpelação sobre saúde
O PCP vai agendar para breve uma interpelação ao Governo sobre a política de saúde. Esta foi mais uma das decisões saídas das Jornadas Parlamentares, tendo por base o agudizar de problemas que resultam de uma política que não garante o direito à saúde dos portugueses e compromete a existência de serviços públicos de qualidade.
«Em Portugal mais de 1 milhão de pessoas não tem médico de família; em 2012 mais de 70% dos actuais médicos do Serviço Nacional de Saúde terão mais de 55 anos; faltam mais de 20 mil enfermeiros; e milhares de administrativos e auxiliares», recorda o Grupo Parlamentar comunista nas conclusões das Jornadas.
Um quadro negro, com tendência a agravar-se, a manter-se esta política, a que acresce o facto de Portugal ser o país da União Europeia em que os cidadãos mais pagam directamente do seu bolso as despesas de saúde – mais de 40% do total das despesas – e, simultaneamente, o país com maior taxa de pobreza, originando, por conseguinte, uma população mais dependente de serviços públicos de saúde.
Situação que parece não preocupar o Governo PSD/CDS, a avaliar pela sua decisão de aumentar as taxas moderadoras entre 30% e 40% nas urgências e consultas e aplicar um injusto sistema de preços de referência que penaliza os utentes pelas decisões de outros, empurrando cada vez mais, como foi sublinhado perlas Jornadas, «pela degradação e falta de resposta pública, os cidadãos para o sector privado».
Lembrada pelos deputados comunistas foi ainda a dramática situação das listas de espera no nosso País, realidade que continua a agravar-se, seja para cirurgias (em que mesmo fazendo fé nos números do Governo a cifra negra ultrapassa já as 150 mil pessoas) seja para consultas de especialidade e tratamentos.
Decisão verberada pelo PCP é ainda a que o Governo tomou no sentido de entregar dez novos hospitais ao sector privado, sem demonstrar as vantagens dessa opção e sem que se conheçam e discutam antecipadamente os contornos dessa privatização. E em favor da sua posição a formação comunista lembra «os resultados manifestamente negativos da experiência de gestão privada do Hospital Amadora-Sintra e os desastrosos resultados de políticas semelhantes noutros países».
Na interpelação – e também a justificá-la – o PCP quer ainda questionar a decisão de transformar 34 hospitais em sociedades anónimas e confrontar o Governo com a ausência de informação sobre a sua real situação financeira e assistencial e com o sério agravamento das condições de funcionamento e resposta destes serviços.
«Em Portugal mais de 1 milhão de pessoas não tem médico de família; em 2012 mais de 70% dos actuais médicos do Serviço Nacional de Saúde terão mais de 55 anos; faltam mais de 20 mil enfermeiros; e milhares de administrativos e auxiliares», recorda o Grupo Parlamentar comunista nas conclusões das Jornadas.
Um quadro negro, com tendência a agravar-se, a manter-se esta política, a que acresce o facto de Portugal ser o país da União Europeia em que os cidadãos mais pagam directamente do seu bolso as despesas de saúde – mais de 40% do total das despesas – e, simultaneamente, o país com maior taxa de pobreza, originando, por conseguinte, uma população mais dependente de serviços públicos de saúde.
Situação que parece não preocupar o Governo PSD/CDS, a avaliar pela sua decisão de aumentar as taxas moderadoras entre 30% e 40% nas urgências e consultas e aplicar um injusto sistema de preços de referência que penaliza os utentes pelas decisões de outros, empurrando cada vez mais, como foi sublinhado perlas Jornadas, «pela degradação e falta de resposta pública, os cidadãos para o sector privado».
Lembrada pelos deputados comunistas foi ainda a dramática situação das listas de espera no nosso País, realidade que continua a agravar-se, seja para cirurgias (em que mesmo fazendo fé nos números do Governo a cifra negra ultrapassa já as 150 mil pessoas) seja para consultas de especialidade e tratamentos.
Decisão verberada pelo PCP é ainda a que o Governo tomou no sentido de entregar dez novos hospitais ao sector privado, sem demonstrar as vantagens dessa opção e sem que se conheçam e discutam antecipadamente os contornos dessa privatização. E em favor da sua posição a formação comunista lembra «os resultados manifestamente negativos da experiência de gestão privada do Hospital Amadora-Sintra e os desastrosos resultados de políticas semelhantes noutros países».
Na interpelação – e também a justificá-la – o PCP quer ainda questionar a decisão de transformar 34 hospitais em sociedades anónimas e confrontar o Governo com a ausência de informação sobre a sua real situação financeira e assistencial e com o sério agravamento das condições de funcionamento e resposta destes serviços.