«Ou lutamos ou as coisas pioram»
Participante assíduo nos protestos contra a revisão curricular do ensino secundário, João Seco, mal entra no superior, prepara-se para retomar a luta contra as medidas do Governo para a educação. Aluno do primeiro ano de Engenharia Física e Tecnológica no Instituto Superior Técnico, pertence à Comissão Anti-Propinas formada na semana passada na instituição e está empenhado na mobilização dos estudantes.
O valor da propina no IST deve ser fixado hoje, mas João está já a preparar a mobilização dos colegas para a greve e a manifestação nacional. «A maioria tem consciência do que se está a passar e sabe que é preciso actuar. É uma tremenda injustiça. Tenho esperança que se façam uma das maiores contestações dos últimos anos. O aumento das propinas, a par das alterações que o Governo quer introduzir na acção social escolar, são coisas gravíssimas e que vão influenciar imenso a vida dos estudantes. Isto é mesmo mau. Ou lutamos decididamente ou as coisas pioram», garante.
João tem amigos que acabaram o 12.º ano com uma boa média mas não se candidataram ao ensino superior «simplesmente porque não podem pagar». E refere ainda o caso de um conhecido que queria tirar Engenharia Civil no IST mas que foi para a Universidade da Beira Interior, na Covilhã, porque não tinha dinheiro para viver em Lisboa.
A situação financeira dos estudantes deslocados é sempre mais difícil. João é do Fundão e, para estudar em Lisboa, teve de alugar uma casa com vários colegas. À renda, à electricidade e ao gás, soma as despesas com a alimentação, os livros e o passe. João almoça na cantina e janta sempre em casa, conciliando a vontade de poupar dinheiro com os dotes culinários que vai desenvolvendo. Sempre que vai visitar os pais, gasta 20 euros no bilhete de comboio, ida e volta.
Mesmo com esta poupança, João encara a possibilidade de dar explicações de inglês. «Frequentei o Cambridge Institute e possivelmente terei de recorrer a isso. Se as propinas voltarem a aumentar para o ano, as coisas ficarão progressivamente mais difíceis», afirma. «Ainda não fiz as contas das despesas numa base mensal, mas é completamente diferente pagar dois euros e meio de propina por mês e passar a pagar 16 euros», acrescenta.
O valor da propina no IST deve ser fixado hoje, mas João está já a preparar a mobilização dos colegas para a greve e a manifestação nacional. «A maioria tem consciência do que se está a passar e sabe que é preciso actuar. É uma tremenda injustiça. Tenho esperança que se façam uma das maiores contestações dos últimos anos. O aumento das propinas, a par das alterações que o Governo quer introduzir na acção social escolar, são coisas gravíssimas e que vão influenciar imenso a vida dos estudantes. Isto é mesmo mau. Ou lutamos decididamente ou as coisas pioram», garante.
João tem amigos que acabaram o 12.º ano com uma boa média mas não se candidataram ao ensino superior «simplesmente porque não podem pagar». E refere ainda o caso de um conhecido que queria tirar Engenharia Civil no IST mas que foi para a Universidade da Beira Interior, na Covilhã, porque não tinha dinheiro para viver em Lisboa.
A situação financeira dos estudantes deslocados é sempre mais difícil. João é do Fundão e, para estudar em Lisboa, teve de alugar uma casa com vários colegas. À renda, à electricidade e ao gás, soma as despesas com a alimentação, os livros e o passe. João almoça na cantina e janta sempre em casa, conciliando a vontade de poupar dinheiro com os dotes culinários que vai desenvolvendo. Sempre que vai visitar os pais, gasta 20 euros no bilhete de comboio, ida e volta.
Mesmo com esta poupança, João encara a possibilidade de dar explicações de inglês. «Frequentei o Cambridge Institute e possivelmente terei de recorrer a isso. Se as propinas voltarem a aumentar para o ano, as coisas ficarão progressivamente mais difíceis», afirma. «Ainda não fiz as contas das despesas numa base mensal, mas é completamente diferente pagar dois euros e meio de propina por mês e passar a pagar 16 euros», acrescenta.