Greve geral na Bolívia
Comércio e serviços paralisaram em La Paz, na segunda-feira, primeiro dia da greve geral convocada pela Central Operária Boliviana (COB).
O presidente é acusado de pretender exportar gás para o Chile
Pelo menos 20 mil comerciantes paralisaram no primeiro dia da greve geral por tempo indeterminado convocada pela COB, em luta contra as políticas neoliberais do presidente Gonzalo Sánchez de Lozada. O presidente é acusado de pretender exportar gás para o Chile através de empresas de petróleo estrangeiras, que deixariam apenas 18 por cento dos lucros do milionário negócio para o tesouro público.
«A população civil reunida na COB é contra as políticas neoliberais de Goni (nome popular dado ao presidente). Queremos defender o gás e promover sua industrialização», disse Freddy Gutiérrez, um porta-voz da Central Operária Boliviana, citado pelo jornal brasileiro Vermelho.
O primeiro impacto da greve fez-se sentir sobretudo na capital, onde milhares de manifestantes ocuparam ruas e avenidas próximas do Palácio Quemado (presidencial), fortemente protegido pela Polícia Militar. Em solidariedade com os manifestantes, muitos postos de gasolina encerraram. Outra grande manifestação teve lugar na cidade de Copacabana, enquanto prosseguia o bloqueio que camponeses mantêm há 15 dias nas estradas que ligam o país ao Peru e ao Chile.
Também os estudantes da Universidade de Alto, uma cidade pobre próxima a La Paz, saíram à rua em protesto contra os planos do governo, e exigindo autonomia administrativa. A Federação de Professores Urbanos de La Paz, por seu turno, convocou uma paralisação de 48 horas, a partir de terça-feira, para preparar a sua adesão à greve geral.
Apesar de afirmar que o protesto foi um fracasso, o governo está a preparar um plano para evitar uma vaga de violência no país.
COB denuncia campanha intimidatória
Segundo o Comité Executivo da COB, «os organismos repressivos do governo» estão a levar a cabo uma campanha intimidatória contra dirigentes sindicais, trabalhadores em geral e cidadãos «esclarecidos na luta contra o sistema neoliberal», ameaçando-os inclusive de «eliminação física, se continuarem as mobilizações, protestos, bloqueios de estradas e outras formas de protestos do povo que está cansado da mentira e dos erros dos actuais governantes».
A COB afirma-se disposta a «intensificar os protestos» até conseguir «a renúncia» de Lozada e dos «seus ministros e parlamentares, servis e submissos aos imperialistas». Esta é a única forma, segundo a Central, de pôr fim ao «regime pseudo-democrata» que, «para se manter no poder, apela às forças armadas e policiais para reprimirem violentamente os protestos do povo».
«A população civil reunida na COB é contra as políticas neoliberais de Goni (nome popular dado ao presidente). Queremos defender o gás e promover sua industrialização», disse Freddy Gutiérrez, um porta-voz da Central Operária Boliviana, citado pelo jornal brasileiro Vermelho.
O primeiro impacto da greve fez-se sentir sobretudo na capital, onde milhares de manifestantes ocuparam ruas e avenidas próximas do Palácio Quemado (presidencial), fortemente protegido pela Polícia Militar. Em solidariedade com os manifestantes, muitos postos de gasolina encerraram. Outra grande manifestação teve lugar na cidade de Copacabana, enquanto prosseguia o bloqueio que camponeses mantêm há 15 dias nas estradas que ligam o país ao Peru e ao Chile.
Também os estudantes da Universidade de Alto, uma cidade pobre próxima a La Paz, saíram à rua em protesto contra os planos do governo, e exigindo autonomia administrativa. A Federação de Professores Urbanos de La Paz, por seu turno, convocou uma paralisação de 48 horas, a partir de terça-feira, para preparar a sua adesão à greve geral.
Apesar de afirmar que o protesto foi um fracasso, o governo está a preparar um plano para evitar uma vaga de violência no país.
COB denuncia campanha intimidatória
Segundo o Comité Executivo da COB, «os organismos repressivos do governo» estão a levar a cabo uma campanha intimidatória contra dirigentes sindicais, trabalhadores em geral e cidadãos «esclarecidos na luta contra o sistema neoliberal», ameaçando-os inclusive de «eliminação física, se continuarem as mobilizações, protestos, bloqueios de estradas e outras formas de protestos do povo que está cansado da mentira e dos erros dos actuais governantes».
A COB afirma-se disposta a «intensificar os protestos» até conseguir «a renúncia» de Lozada e dos «seus ministros e parlamentares, servis e submissos aos imperialistas». Esta é a única forma, segundo a Central, de pôr fim ao «regime pseudo-democrata» que, «para se manter no poder, apela às forças armadas e policiais para reprimirem violentamente os protestos do povo».