Governo quer poupar nas reformas
O ministro italiano do Trabalho, Roberto Maroni, propôs um aumento de 32 por cento dos salários dos trabalhadores que continuem no activo depois de atingirem a idade de reforma.
Em entrevista ao diário «La Repubblica», Maroni considera que só será possível «prolongar a idade média de reforma, em dois ou três anos, através de incentivos». Atento ao acesso debate que provocou a proposta de Berlusconi de aumentar em cinco anos a idade de reforma, o ministro afirma que todas as alterações têm de ser discutidas com os sindicatos, insistindo no entanto na equiparação dos regimes do sector privado e público, este último mais favorável aos trabalhadores.
Actualmente, os italianos têm direito à reforma a partir dos 57 anos (56 no sector público) desde que tenham um mínimo de 35 anos de contribuições. Em média, a idade de reforma situa-se nos 59,6 anos, o que para o governo é cedo de mais face a uma esperança de vida que ultrapassa os 80 anos. O aumento da idade da reforma é apresentado com a única solução para superar o défice de 35 mil milhões de euros registado anualmente pelo sistema de pensões.
Contudo, outro membro do governo, o subsecretário do Trabalho, Alberto Brambilia, também membro da Liga do Norte, que integra a coligação de direita liderada por Silvio Berlusconi, considera que o verdadeiro problema não está na idade da reforma mas na quantidade de reformas antecipadas efectuadas pelas empresas, na maioria dos casos contra a vontade dos trabalhadores.
Em entrevista ao diário «La Repubblica», Maroni considera que só será possível «prolongar a idade média de reforma, em dois ou três anos, através de incentivos». Atento ao acesso debate que provocou a proposta de Berlusconi de aumentar em cinco anos a idade de reforma, o ministro afirma que todas as alterações têm de ser discutidas com os sindicatos, insistindo no entanto na equiparação dos regimes do sector privado e público, este último mais favorável aos trabalhadores.
Actualmente, os italianos têm direito à reforma a partir dos 57 anos (56 no sector público) desde que tenham um mínimo de 35 anos de contribuições. Em média, a idade de reforma situa-se nos 59,6 anos, o que para o governo é cedo de mais face a uma esperança de vida que ultrapassa os 80 anos. O aumento da idade da reforma é apresentado com a única solução para superar o défice de 35 mil milhões de euros registado anualmente pelo sistema de pensões.
Contudo, outro membro do governo, o subsecretário do Trabalho, Alberto Brambilia, também membro da Liga do Norte, que integra a coligação de direita liderada por Silvio Berlusconi, considera que o verdadeiro problema não está na idade da reforma mas na quantidade de reformas antecipadas efectuadas pelas empresas, na maioria dos casos contra a vontade dos trabalhadores.