Portas é o foco
As justificações públicas de Silva Viegas para a sua demissão «têm de merecer a análise e a reflexão de todos os portugueses e, desde logo, do Presidente da República», considera o PCP.
Pelo que diz e pelo que não faz, o ministro inspira desconfiança nos militares
Numa declaração feita ontem à comunicação social por Rui Fernandes, do Secretariado do Comité Central do Partido, afirma-se que «com o distanciamento temporal que acontecimentos recentes aconselham, mas cuja gravidade não é apagável, entende o PCP que a nomeação e a tomada de posse do novo Chefe de Estado-Maior do Exército não é a esponja que apaga os problemas com que se debatem as Forças Armadas e quem nelas presta serviço».
Os comunistas apontam alguns sintomas de que «o Governo não tirou dos acontecimentos qualquer lição»:
- a recusa, por parte do PSD e do PP, de discussão da matéria na Comissão Parlamentar de Defesa;
- a tentativa do Governo, procurando atirar o «caso» para o baú do esquecimento;
- o primeiro-ministro vir afirmar recentemente (já após os acontecimentos) que o Exército vai manter o quadro de constrangimentos financeiros existentes, sem alteração do quadro de missões definidas.
«Como o PCP muito cedo referiu, não há operações de propaganda ou mediáticos anúncios que apaguem a realidade, assim como não há acções de condicionamento e pressão, por via do Ministério da Defesa, que consigam esconder a real situação das Forças Armadas e dos militares», declarou Rui Fernandes, voltando a chamar a atenção para «uma crescente perda da capacidade de resposta das Forças Armadas em valias importantes para o País, como seja, por exemplo, o combate a incêndios».
Na semana passada, poucas horas depois do discurso do PR na tomada de posse do novo CEME, o ministro da Defesa escusou-se a comentar a situação nas Forças Armadas, alegando a prioridade do combate aos incêndios. Ontem, Rui Fernandes lembrou afirmações de Paulo Portas, em Agosto de 1999, para classificar como «mera operação de show-off a deslocação do ministro ao Comando Operacional das Forças Terrestres e as declarações que ali fez. O ministro deveria explicar, por exemplo. «quais as razões que levaram a que tivessem ardido umas dezenas de hectares no campo militar de Santa Margarida», disse o dirigente comunista.
«Na opinião do PCP, o principal foco de instabilidade nas Forças Armadas reside no ministro da Defesa, por tudo o que disse e por tudo o que não fez, mas também por um estilo gerador de desconfiança, que o General Silva Viegas trouxe incisivamente ao de cima, mas que já tinha sido notório em casos anteriores e que o PCP oportunamente referiu», declarou.
Os comunistas apontam alguns sintomas de que «o Governo não tirou dos acontecimentos qualquer lição»:
- a recusa, por parte do PSD e do PP, de discussão da matéria na Comissão Parlamentar de Defesa;
- a tentativa do Governo, procurando atirar o «caso» para o baú do esquecimento;
- o primeiro-ministro vir afirmar recentemente (já após os acontecimentos) que o Exército vai manter o quadro de constrangimentos financeiros existentes, sem alteração do quadro de missões definidas.
«Como o PCP muito cedo referiu, não há operações de propaganda ou mediáticos anúncios que apaguem a realidade, assim como não há acções de condicionamento e pressão, por via do Ministério da Defesa, que consigam esconder a real situação das Forças Armadas e dos militares», declarou Rui Fernandes, voltando a chamar a atenção para «uma crescente perda da capacidade de resposta das Forças Armadas em valias importantes para o País, como seja, por exemplo, o combate a incêndios».
Na semana passada, poucas horas depois do discurso do PR na tomada de posse do novo CEME, o ministro da Defesa escusou-se a comentar a situação nas Forças Armadas, alegando a prioridade do combate aos incêndios. Ontem, Rui Fernandes lembrou afirmações de Paulo Portas, em Agosto de 1999, para classificar como «mera operação de show-off a deslocação do ministro ao Comando Operacional das Forças Terrestres e as declarações que ali fez. O ministro deveria explicar, por exemplo. «quais as razões que levaram a que tivessem ardido umas dezenas de hectares no campo militar de Santa Margarida», disse o dirigente comunista.
«Na opinião do PCP, o principal foco de instabilidade nas Forças Armadas reside no ministro da Defesa, por tudo o que disse e por tudo o que não fez, mas também por um estilo gerador de desconfiança, que o General Silva Viegas trouxe incisivamente ao de cima, mas que já tinha sido notório em casos anteriores e que o PCP oportunamente referiu», declarou.