Desemprego a crescer
A evolução do desemprego leva a CGTP a considerar que o Governo tem conduzido, nesta área, «uma política desastrosa».
O desemprego «continua a aumentar» e «cresceu 28,3 por cento entre Junho de 2002 e Junho de 2003, sendo agora superior a 414 mil pessoas». Mesmo o habitual decréscimo do desemprego nos meses de Verão, devido a actividades sazonais, apresenta este ano valores muito mais elevados que nos mesmos meses dos anos anteriores.
Os desempregados inscritos nos centros de emprego há menos de um ano são os que mais aumentam (mais 62 por cento em termos homólogos). O desemprego aumentou sobretudo entre os homens (mais 37 por cento), entre os maiores de 25 anos (mais 85 por cento) e entre os procuram um novo emprego (mais 93,5 por cento). Preocupante é também, para a CGTP, o facto de as taxas de crescimento serem tanto mais elevadas quanto maior é o nível de escolaridade.
Os dados do INE confirmam também o aumento do desemprego, com uma taxa de 6,4 por cento no primeiro trimestre de 2003 (mais 1,9 pontos percentuais que no primeiro trimestre de 2002).
A CGTP, face a este forte aumento do desemprego, em especial entre as camadas etárias mais jovens, defende que «o País precisa de políticas estruturadas, que ataquem as questões de fundo, e não de medidas que, além de não serem mais que meros paliativos conjunturais, servem apenas os objectivos propagandísticos do Governo».
Não é neste sentido que vai a proposta de Código da Insolvência, que virá agravar alterações previstas no Código do Trabalho. A CGTP alerta, em especial, para o facto de a protecção dos créditos dos trabalhadores sofrer uma diminuição significativa, a favor dos credores com garantias reais (hipotecas) ou seja, dos bancos. Os créditos dos trabalhadores poderão ser perdoados sem a sua concordância e os representantes dos trabalhadores poderão ser afastados da Comissão de Credores.
O mesmo Governo não toma medidas para resolver a situação das dezenas de milhar de trabalhadores que perderam ao longo dos anos os seus postos de trabalho em resultado de encerramentos de empresas e que aguardam, nalguns casos há mais de 20 anos, que a justiça funcione e se decida pelo pagamento dos salários e das indemnizações em dívida.
O desemprego «continua a aumentar» e «cresceu 28,3 por cento entre Junho de 2002 e Junho de 2003, sendo agora superior a 414 mil pessoas». Mesmo o habitual decréscimo do desemprego nos meses de Verão, devido a actividades sazonais, apresenta este ano valores muito mais elevados que nos mesmos meses dos anos anteriores.
Os desempregados inscritos nos centros de emprego há menos de um ano são os que mais aumentam (mais 62 por cento em termos homólogos). O desemprego aumentou sobretudo entre os homens (mais 37 por cento), entre os maiores de 25 anos (mais 85 por cento) e entre os procuram um novo emprego (mais 93,5 por cento). Preocupante é também, para a CGTP, o facto de as taxas de crescimento serem tanto mais elevadas quanto maior é o nível de escolaridade.
Os dados do INE confirmam também o aumento do desemprego, com uma taxa de 6,4 por cento no primeiro trimestre de 2003 (mais 1,9 pontos percentuais que no primeiro trimestre de 2002).
A CGTP, face a este forte aumento do desemprego, em especial entre as camadas etárias mais jovens, defende que «o País precisa de políticas estruturadas, que ataquem as questões de fundo, e não de medidas que, além de não serem mais que meros paliativos conjunturais, servem apenas os objectivos propagandísticos do Governo».
Não é neste sentido que vai a proposta de Código da Insolvência, que virá agravar alterações previstas no Código do Trabalho. A CGTP alerta, em especial, para o facto de a protecção dos créditos dos trabalhadores sofrer uma diminuição significativa, a favor dos credores com garantias reais (hipotecas) ou seja, dos bancos. Os créditos dos trabalhadores poderão ser perdoados sem a sua concordância e os representantes dos trabalhadores poderão ser afastados da Comissão de Credores.
O mesmo Governo não toma medidas para resolver a situação das dezenas de milhar de trabalhadores que perderam ao longo dos anos os seus postos de trabalho em resultado de encerramentos de empresas e que aguardam, nalguns casos há mais de 20 anos, que a justiça funcione e se decida pelo pagamento dos salários e das indemnizações em dívida.