Salários a perder
A CGTP denuncia a quebra real dos salários e a previsão de se verificar em 2003 uma taxa de inflação (que atingiu 3,8 por cento em Junho) acima da prevista pela Comissão Europeia (3,2 por cento) e muito superior à indicada pelo Governo (2,5 por cento).
A central sublinha que «as previsões da União Europeia apontam para uma quebra do poder de compra dos salários em 2003 (menos 0,3 por cento), o que já não acontece desde 1994», prevenindo desde já que «a quebra real será ainda maior» e lembrando que os escalões do IRS em 2003 foram apenas actualizados em 2 por cento.
Todos os trabalhadores da Administração Pública sofrerão perdas, no corrente ano, acima dos 2 pontos percentuais, pois o Governo decretou-lhes aumentos salariais de 1,5 por cento, até 1008 euros, e nulos, acima deste valor.
Mais mínimo
A CGTP protestou contra o «vergonhoso e injusto ataque ao salário mínimo nacional», que para o ano de 2003 foi aumentado apenas em 2,47 por cento, enquanto a inflação poderá atingir os 3,8.
Entretanto, na regulamentação do Código do Trabalho, o Governo apresentou uma proposta que visa reduzir ainda mais o valor do salário mínimo. Pretende, denuncia a CGTP, que sejam incluídas no valor do SMN todas as prestações retributivas, que hoje acrescem ao salário mínimo, passando este a designar-se como retribuição mínima. «Estamos, assim, perante uma tentativa de aproximar o nosso salário mínimo aos dos países de Leste que hoje concorrem connosco nas indústrias de mão-de-obra barata, como instrumento para fazerem a aproximação dos novos salários, não à média da UE, mas sim ao nível salarial dos países candidatos», acusa a Inter.
A central sublinha que «as previsões da União Europeia apontam para uma quebra do poder de compra dos salários em 2003 (menos 0,3 por cento), o que já não acontece desde 1994», prevenindo desde já que «a quebra real será ainda maior» e lembrando que os escalões do IRS em 2003 foram apenas actualizados em 2 por cento.
Todos os trabalhadores da Administração Pública sofrerão perdas, no corrente ano, acima dos 2 pontos percentuais, pois o Governo decretou-lhes aumentos salariais de 1,5 por cento, até 1008 euros, e nulos, acima deste valor.
Mais mínimo
A CGTP protestou contra o «vergonhoso e injusto ataque ao salário mínimo nacional», que para o ano de 2003 foi aumentado apenas em 2,47 por cento, enquanto a inflação poderá atingir os 3,8.
Entretanto, na regulamentação do Código do Trabalho, o Governo apresentou uma proposta que visa reduzir ainda mais o valor do salário mínimo. Pretende, denuncia a CGTP, que sejam incluídas no valor do SMN todas as prestações retributivas, que hoje acrescem ao salário mínimo, passando este a designar-se como retribuição mínima. «Estamos, assim, perante uma tentativa de aproximar o nosso salário mínimo aos dos países de Leste que hoje concorrem connosco nas indústrias de mão-de-obra barata, como instrumento para fazerem a aproximação dos novos salários, não à média da UE, mas sim ao nível salarial dos países candidatos», acusa a Inter.