Vai ser uma Alegria
A Festa da Alegria, que se realiza nos dias 26 e 27 de Julho no Parque de Exposições de Braga, constitui um grande momento de afirmação do PCP no distrito, onde se sente com especial violência a ofensiva contra os trabalhadores e as populações. Quem o diz é António Lopes, membro da Comissão Política, que espera contar com a solidariedade dos comunistas de todo o País para o êxito da 14.ª edição desta importante realização do Partido.
Para saber tudo sobre o programa da Festa da Alegria consulte www.pcp.pt
Vinte cinco anos depois da primeira edição e três depois da última, a Festa da Alegria está de volta ao Parque de Exposições de Braga. António Lopes, membro da Comissão Política do PCP, reconhece que a edição deste ano se realiza num momento particularmente difícil para os trabalhadores e para as populações do distrito, onde a ofensiva da direita se faz sentir com particular violência: o poder de compra, tradicionalmente baixo, caiu ainda mais e o desemprego aumenta diariamente, a um ritmo avassalador. Mas o ataque não visa os trabalhadores apenas de forma directa, dirigindo-se também às suas organizações de classe, sindicais ou políticas. A lei do financiamento dos partidos, que prevê grandes limitações à realização de iniciativas como a Festa do Avante! ou a Festa da Alegria, é um exemplo esclarecedor da dimensão da agressão.
«Mesmo por isso pensamos ser importante realizar a décima quarta edição da Festa da Alegria este ano», afirma o António Lopes. A realização e o êxito desta grande acção, confia, «pode constituir um empurrão decisivo para o trabalho do Partido no distrito». O dirigente do PCP tem uma certeza: «a Festa vai mostrar que o Partido está vivo e com força para intervir». Aliás, uma festa com estas características, afirma, «só é possível ser realizada pelo Partido Comunista Português». A prova é que a Festa da Alegria é praticamente a única iniciativa que aproveita o Parque de Exposições de Braga no seu todo.
Segundo António Lopes, o êxito da Festa depende, em grande medida, da solidariedade demonstrada pelas diversas organizações do Partido, que é uma realidade. Aos militantes e simpatizantes do PCP em todo o País, o membro da Comissão Política apela à participação na Festa. Não só para que estes vejam como funcionam as organizações do Partido no Norte, mas também para que «os comunistas que trabalham nas regiões mais distantes ganhem mais força com a presença de grandes organizações do Partido», afirma.
Uma realização única
Até chegar a esta sua 14.ª edição, a Festa da Alegria enfrentou diversas dificuldades. «A direita sempre tentou denegrir a Festa porque sabe que ela é importante para dar uma imagem verdadeira dos comunistas, diferente da que ela difunde», recorda António Lopes. Entre os ataques à Festa, conta-se a proibição da utilização do Parque de Exposições pela autarquia, o que obrigou à realização de uma das edições nas ruas da cidade. Para não falar das inúmeras sabotagens e assaltos de que foi vítima.
Hoje, 25 anos passados sobre a realização da primeira Festa da Alegria, António Lopes considera que esta «foi aceite e é acarinhada». Mesmo realizando-se numa região «onde ainda subsistem muitos preconceitos anticomunistas, a Festa da Alegria alcançou o seu lugar», destaca. «Muitas pessoas que não se encontram perto das nossas posições consideram que é uma iniciativa muito válida», lembra.
Apesar de o distrito de Braga ser o terceiro mais populoso do País e o mais jovem da Europa, a oferta cultural que apresenta é insuficiente. Nem sequer as movimentações surgidas em torno da Universidade colmatam as insuficiências. É também neste contexto que surge a Festa da Alegria.
«É uma realização única», declara António Lopes. Para além dos espectáculos, destaca, há debates, exposições, desporto e gastronomia das várias regiões do País. Além disso, abriu as portas para muitas iniciativas, promovidas, por exemplo, por autarquias. «Fazem-se, em vários concelhos, algumas coisas que se querem aproximar do que é a Festa da Alegria», afirma. «Mas só um Partido como o nosso é capaz de fazer algo assim, pois a sua preparação e realização envolve uma grande militância e muito trabalho e solidariedade e penso que estas características só se encontram no nosso Partido», remata.
Um grande salto em frente
«Mais de trinta mil pessoas na Festa da Alegria em Braga», lia-se em letras gordas na primeira página do Avante! de 13 de Julho de 1978. «Um êxito», foi como o nosso jornal caracterizou, há precisamente 25 anos, a primeira edição.
António Lopes recorda como nasceu a Festa da Alegria. Estava-se em 1978 e os comunistas viviam, em Braga, uma situação muito difícil. «Andavam à solta muitas das forças de direita do distrito e havia ainda perseguições políticas», lembra o dirigente comunista. Devido a estas obscuras forças da reacção anticomunista, que assaltaram a destruíram a antiga sede, o Partido estava instalado numa velha casa, cedida a contragosto pelo Governo Civil. A ordem de despejo chegou um dia, com o falso argumento de que o edifício iria para obras. «Era preciso encontrar uma casa para o Partido», recorda António Lopes.
«Era muito difícil arrendar casas. Depois de nos terem assaltado a outra, as pessoas encolheram-se», lembra. Foi desta necessidade de angariar fundos para a compra do Centro de Trabalho que surgiu a ideia de fazer uma festa no Parque de Exposições. «O Secretariado do Partido apoiou», recorda. Houve festa.
O dirigente comunista lembra que a Festa da Alegria excedeu as melhores expectativas e foi uma grande viragem no trabalho do Partido na região. A ideia inicial era mesmo fazer apenas uma edição, até o Centro de Trabalho ser uma realidade. Mas a Festa ficou, mesmo depois de compradas as instalações, que o Partido ainda hoje ocupa. «Deixámos de ser olhados como um pequeno partido e passaram a ver-nos como uma grande força capaz de fazer uma festa daquela dimensão», afirma António Lopes. A Festa da Alegria «representou uma grande alteração na forma como se passou a olhar para o PCP», assegura.
O PROGRAMA:
Múltiplas expressões
Na Festa da Alegria, para além dos dois palcos – o Palco da Alegria e o Palco da Juventude –, os visitantes poderão usufruir de um conjunto de iniciativas e espaços de interesse político e cultural. Para além da apresentação dos principais problemas com que se debatem as diferentes regiões do País, e das propostas do Partido para a sua superação, nos stands das organizações regionais, os visitantes podem ainda visitar quatro exposições: sobre a água, sobre a vida e acção revolucionária do secretário-geral do PCP, Bento Gonçalves, sobre a conquista da jornada de trabalho das oito horas pelos trabalhadores agrícolas do sul e finalmente sobre a luta pelas quarenta horas no Vale do Ave.
A JCP vai promover uma mostra de pintura, «Pintemos pelos Direitos», a que os jovens darão corpo segundo o critério de cada um, quer nas áreas a abordar quer nos materiais e técnicas a utilizar.
Presentes estarão também o artesanato e a gastronomia regional. É também possível visitar as feiras do livro e do disco.
No desporto, para além do atletismo, haverá torneios de sueca, chincalhão e xadrez. As inscrições são efectuadas na Festa, em ambos os dias, até às 15.30, nos casos da sueca e do chincalhão, e até às 15, no caso do xadrez. Os torneios iniciam-se todos às 16 horas. Aos quatro primeiros classificados serão distribuídos prémios.
Comício de encerramento
No Domingo, às 18 horas. O secretário-geral do PCP, Carlos Carvalhas, participa no comício de encerramento da Festa da Alegria, o grande momento político da iniciativa (foto da Festa da Alegria de 2000).
Debates
Sábado
14.30 horas - «Os Media e a Guerra – A imprensa revolucionária»
Com Fernando Correia, Jorge Cadima e José Casanova
16.30 horas – «Pontes culturais – o intercâmbio Portugal-Galiza»
Com Xela Arias, Mendez Ferrim, Manuel Bragado, Gonzalo Navarra, José Luís Borges Coelho e Viale Moutinho
18.30 horas – «Maré negra, nunca mais – a catástrofe do Prestige»
Com Suso de Toro, Joaquim Celestino Ribeiro e Honório Novo
21.30 horas – «O neoliberalismo nas relações económicas e laborais»
Com António Avelãs Nunes e Manuel Carvalho da Silva
Domingo
14 horas - «Os anos da Revolução – um tempo construtivo»
Com César Príncipe e Vasco Gonçalves
16 horas - «Defender a Língua portuguesa – as literaturas de língua portuguesa num mundo em mudança»
Com José António Gomes e Urbano Tavares Rodrigues
Compra já o teu Ingresso na Festa!
Solidariza-te com a Festa da Alegria 2003. O IF está á venda nos centros de trabalho do Partido e tem em conta a pesada factura que o Governo obriga os trabalhadores a pagar com a sua política: custa só 10 euros. Os bilhetes para um dia custam 6 euros e as crianças com menos de 12 anos não pagam.
«Mesmo por isso pensamos ser importante realizar a décima quarta edição da Festa da Alegria este ano», afirma o António Lopes. A realização e o êxito desta grande acção, confia, «pode constituir um empurrão decisivo para o trabalho do Partido no distrito». O dirigente do PCP tem uma certeza: «a Festa vai mostrar que o Partido está vivo e com força para intervir». Aliás, uma festa com estas características, afirma, «só é possível ser realizada pelo Partido Comunista Português». A prova é que a Festa da Alegria é praticamente a única iniciativa que aproveita o Parque de Exposições de Braga no seu todo.
Segundo António Lopes, o êxito da Festa depende, em grande medida, da solidariedade demonstrada pelas diversas organizações do Partido, que é uma realidade. Aos militantes e simpatizantes do PCP em todo o País, o membro da Comissão Política apela à participação na Festa. Não só para que estes vejam como funcionam as organizações do Partido no Norte, mas também para que «os comunistas que trabalham nas regiões mais distantes ganhem mais força com a presença de grandes organizações do Partido», afirma.
Uma realização única
Até chegar a esta sua 14.ª edição, a Festa da Alegria enfrentou diversas dificuldades. «A direita sempre tentou denegrir a Festa porque sabe que ela é importante para dar uma imagem verdadeira dos comunistas, diferente da que ela difunde», recorda António Lopes. Entre os ataques à Festa, conta-se a proibição da utilização do Parque de Exposições pela autarquia, o que obrigou à realização de uma das edições nas ruas da cidade. Para não falar das inúmeras sabotagens e assaltos de que foi vítima.
Hoje, 25 anos passados sobre a realização da primeira Festa da Alegria, António Lopes considera que esta «foi aceite e é acarinhada». Mesmo realizando-se numa região «onde ainda subsistem muitos preconceitos anticomunistas, a Festa da Alegria alcançou o seu lugar», destaca. «Muitas pessoas que não se encontram perto das nossas posições consideram que é uma iniciativa muito válida», lembra.
Apesar de o distrito de Braga ser o terceiro mais populoso do País e o mais jovem da Europa, a oferta cultural que apresenta é insuficiente. Nem sequer as movimentações surgidas em torno da Universidade colmatam as insuficiências. É também neste contexto que surge a Festa da Alegria.
«É uma realização única», declara António Lopes. Para além dos espectáculos, destaca, há debates, exposições, desporto e gastronomia das várias regiões do País. Além disso, abriu as portas para muitas iniciativas, promovidas, por exemplo, por autarquias. «Fazem-se, em vários concelhos, algumas coisas que se querem aproximar do que é a Festa da Alegria», afirma. «Mas só um Partido como o nosso é capaz de fazer algo assim, pois a sua preparação e realização envolve uma grande militância e muito trabalho e solidariedade e penso que estas características só se encontram no nosso Partido», remata.
Um grande salto em frente
«Mais de trinta mil pessoas na Festa da Alegria em Braga», lia-se em letras gordas na primeira página do Avante! de 13 de Julho de 1978. «Um êxito», foi como o nosso jornal caracterizou, há precisamente 25 anos, a primeira edição.
António Lopes recorda como nasceu a Festa da Alegria. Estava-se em 1978 e os comunistas viviam, em Braga, uma situação muito difícil. «Andavam à solta muitas das forças de direita do distrito e havia ainda perseguições políticas», lembra o dirigente comunista. Devido a estas obscuras forças da reacção anticomunista, que assaltaram a destruíram a antiga sede, o Partido estava instalado numa velha casa, cedida a contragosto pelo Governo Civil. A ordem de despejo chegou um dia, com o falso argumento de que o edifício iria para obras. «Era preciso encontrar uma casa para o Partido», recorda António Lopes.
«Era muito difícil arrendar casas. Depois de nos terem assaltado a outra, as pessoas encolheram-se», lembra. Foi desta necessidade de angariar fundos para a compra do Centro de Trabalho que surgiu a ideia de fazer uma festa no Parque de Exposições. «O Secretariado do Partido apoiou», recorda. Houve festa.
O dirigente comunista lembra que a Festa da Alegria excedeu as melhores expectativas e foi uma grande viragem no trabalho do Partido na região. A ideia inicial era mesmo fazer apenas uma edição, até o Centro de Trabalho ser uma realidade. Mas a Festa ficou, mesmo depois de compradas as instalações, que o Partido ainda hoje ocupa. «Deixámos de ser olhados como um pequeno partido e passaram a ver-nos como uma grande força capaz de fazer uma festa daquela dimensão», afirma António Lopes. A Festa da Alegria «representou uma grande alteração na forma como se passou a olhar para o PCP», assegura.
O PROGRAMA:
Múltiplas expressões
Na Festa da Alegria, para além dos dois palcos – o Palco da Alegria e o Palco da Juventude –, os visitantes poderão usufruir de um conjunto de iniciativas e espaços de interesse político e cultural. Para além da apresentação dos principais problemas com que se debatem as diferentes regiões do País, e das propostas do Partido para a sua superação, nos stands das organizações regionais, os visitantes podem ainda visitar quatro exposições: sobre a água, sobre a vida e acção revolucionária do secretário-geral do PCP, Bento Gonçalves, sobre a conquista da jornada de trabalho das oito horas pelos trabalhadores agrícolas do sul e finalmente sobre a luta pelas quarenta horas no Vale do Ave.
A JCP vai promover uma mostra de pintura, «Pintemos pelos Direitos», a que os jovens darão corpo segundo o critério de cada um, quer nas áreas a abordar quer nos materiais e técnicas a utilizar.
Presentes estarão também o artesanato e a gastronomia regional. É também possível visitar as feiras do livro e do disco.
No desporto, para além do atletismo, haverá torneios de sueca, chincalhão e xadrez. As inscrições são efectuadas na Festa, em ambos os dias, até às 15.30, nos casos da sueca e do chincalhão, e até às 15, no caso do xadrez. Os torneios iniciam-se todos às 16 horas. Aos quatro primeiros classificados serão distribuídos prémios.
Comício de encerramento
No Domingo, às 18 horas. O secretário-geral do PCP, Carlos Carvalhas, participa no comício de encerramento da Festa da Alegria, o grande momento político da iniciativa (foto da Festa da Alegria de 2000).
Debates
Sábado
14.30 horas - «Os Media e a Guerra – A imprensa revolucionária»
Com Fernando Correia, Jorge Cadima e José Casanova
16.30 horas – «Pontes culturais – o intercâmbio Portugal-Galiza»
Com Xela Arias, Mendez Ferrim, Manuel Bragado, Gonzalo Navarra, José Luís Borges Coelho e Viale Moutinho
18.30 horas – «Maré negra, nunca mais – a catástrofe do Prestige»
Com Suso de Toro, Joaquim Celestino Ribeiro e Honório Novo
21.30 horas – «O neoliberalismo nas relações económicas e laborais»
Com António Avelãs Nunes e Manuel Carvalho da Silva
Domingo
14 horas - «Os anos da Revolução – um tempo construtivo»
Com César Príncipe e Vasco Gonçalves
16 horas - «Defender a Língua portuguesa – as literaturas de língua portuguesa num mundo em mudança»
Com José António Gomes e Urbano Tavares Rodrigues
Compra já o teu Ingresso na Festa!
Solidariza-te com a Festa da Alegria 2003. O IF está á venda nos centros de trabalho do Partido e tem em conta a pesada factura que o Governo obriga os trabalhadores a pagar com a sua política: custa só 10 euros. Os bilhetes para um dia custam 6 euros e as crianças com menos de 12 anos não pagam.