Teatro de qualidade em Almada

O 20.º Festival Internacional de Teatro de Almada, que decorrerá de 4 a 18 de Julho, trará a Portugal o encenador Benno Besson, antigo colaborador do dramaturgo alemão Bertolt Brecht, e homenageará o actor Raul Solnado, a comemorar 50 anos de carreira. A programação foi apresentada, sexta-feira, pela Companhia de Teatro de Almada (CTA), que organiza o certame.
Ao todo, participarão 24 companhias, 13 das quais estrangeiras, que apresentarão 49 espectáculos. França, Bélgica, Itália, Espanha, Brasil, Angola, Canadá e República Checa são os países que, além de Portugal, estarão representados.
O orçamento deste ano, avaliado em 45 mil euros, teve uma redução de dez por cento face aos anos anteriores, situação que inviabilizou a contratação de outras companhias.
«Este ano tivemos algumas dificuldades orçamentais. Os subsídios institucionais não aumentaram e os privados diminuíram. Há espectáculos que éramos para trazer e que acabámos por não trazer», admitiu o director da CTA, Joaquim Benite, ressalvando, porém, que o festival «mantém a mesma qualidade».
A 20.ª edição fica assinalada pela estreia de quatro peças, três das quais nacionais, e pelo ciclo temático dedicado a Angola - com teatro, música, dança, exposições, colóquios, gastronomia e artesanato.

Programação do festival

O certame começa a 4 de Julho, com o espectáculo de teatro e dança «Silicone não», com texto de Jacinto Lucas Pires e direcção de Paulo Ribeiro, e encerra, a 18 do mesmo mês, com «Bão», encenado por João Mota, da Comuna.
O encenador suíço Benno Besson apresentará duas criações do Teatro Stabile del Veneto/Carlo Goldoni (Itália): «O Amor das Três Laranjas», adaptação de Carlo Gozzi do original de Edoardo Sanguinetti, e o «Círculo de Giz Caucasiano», do dramaturgo, encenador e poeta alemão Bertolt Brecht, autor de «Mãe Coragem e seus Filhos», falecido em 1956, aos 58 anos.
Em cena no Brasil há 19 anos, a peça «Tangos e Tragédias», da dupla de encenadores Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky, será apresentada no festival a 12 de Julho.
Angola estará representada, entre outras iniciativas, pelo espectáculo «Quem Busca Feitiço não se Arrependa Depois», com dramaturgia e encenação de Beto Cassua, que obteve, em 2002, o Prémio Nacional de Cultura e Artes de Angola.
«Rachel», do dramaturgo, actor e encenador francês Yan Allegret (companhia So Weiter), «Selvagens», de Christopher Hampton (Arte.Com), «São Nicolau», de Connor MacPherson (Teatro dos Aloés) e «Cachorros de Negro Mirar», de Paloma Pedrero (Útero), são as estreias previstas.
Além de teatro, a programação do festival inclui música, dança, circo, exposições (dedicadas à figura homenageada, à poetisa Natália Correia e ao actor Mário Viegas), colóquios (com encenadores, dramaturgos e críticos) e um curso de teatro (dirigido pelo encenador russo Vladislav Pazi).


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