«A morte da agricultura portuguesa»
Amândio de Freitas, presidente da Federação dos Agricultores do Distrito de Santarém (FADS), entregou, este mês, ao Governador Civil da região, Mário Albuquerque, o manifesto que a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) tem vindo a dar aos representantes do Governo em cada distrito do País, num protesto nacional contra uma proposta de reforma da PAC que, no entender da federação, «pode significar a morte da agricultura familiar portuguesa».
Para Amândio de Freitas, o argumento do relatório da Comissão Europeia sobre a evolução da agricultura portuguesa, que denuncia a ausência de desenvolvimento apesar dos milhões de euros entregues a Portugal, é «um falso argumento» porque, sublinhou, «80 por cento das ajudas foram dadas a 10 por cento dos agricultores portugueses».
Durante o encontro, o presidente da FADS disse ainda que, em Portugal, as ajudas têm sido dadas não aos agricultores mas aos donos das terras, o que, no seu entender, explica os números do relatório que dão os concelhos de Cascais e do Porto como os que mais ajudas ao desenvolvimento receberam, enquanto Marco de Canavezes, um dos concelhos mais agrícolas do país, foi o que menos recebeu.
«A questão é que as produções nacionais (como o vinho, os hortícolas ou o leite) não têm ajudas nenhumas», disse, frisando que essa é uma situação que a CNA gostaria de ver alterada.
No manifesto entregue, a CNA recorda o seu acordo quanto a posições defendidas pelo Governo - contra o desligar das ajudas da produção, pelo aumento de certas quotas e direitos de produção e pela correcção de distorções com mais apoios ao vinho, frutas e hortícolas -, estranhando o silêncio «comprometedor» do Ministério da Agricultura.
Para Amândio de Freitas, o argumento do relatório da Comissão Europeia sobre a evolução da agricultura portuguesa, que denuncia a ausência de desenvolvimento apesar dos milhões de euros entregues a Portugal, é «um falso argumento» porque, sublinhou, «80 por cento das ajudas foram dadas a 10 por cento dos agricultores portugueses».
Durante o encontro, o presidente da FADS disse ainda que, em Portugal, as ajudas têm sido dadas não aos agricultores mas aos donos das terras, o que, no seu entender, explica os números do relatório que dão os concelhos de Cascais e do Porto como os que mais ajudas ao desenvolvimento receberam, enquanto Marco de Canavezes, um dos concelhos mais agrícolas do país, foi o que menos recebeu.
«A questão é que as produções nacionais (como o vinho, os hortícolas ou o leite) não têm ajudas nenhumas», disse, frisando que essa é uma situação que a CNA gostaria de ver alterada.
No manifesto entregue, a CNA recorda o seu acordo quanto a posições defendidas pelo Governo - contra o desligar das ajudas da produção, pelo aumento de certas quotas e direitos de produção e pela correcção de distorções com mais apoios ao vinho, frutas e hortícolas -, estranhando o silêncio «comprometedor» do Ministério da Agricultura.