PCP exige responsabilidades
O PCP exige que o Governo assuma responsabilidades pelo apoio dado à guerra contra o Iraque, que se baseou na existência de armas de destruição maciça que «nunca apareceram».
O Governo continuar a prestar vassalagem aos senhores da guerra
No período que antecede a sessão plenária, António Filipe, deputado do PCP, subiu à tribuna da Assembleia da República para exigir responsabilidades ao Governo, alegando que o motivo pelo qual o primeiro-ministro, Durão Barroso, justificou o apoio de Portugal aos Estados Unidos na guerra contra o Iraque «nunca existiu».
«Em Portugal, não podemos deixar de retirar consequências e de pedir responsabilidades a um Governo que, em nome da necessidade de libertar o mundo da ameaça das armas de destruição maciça, supostamente detidas pelo regime iraquiano, decidiu amarrar o nosso país a um seguidismos acéfalo em relação à guerra», declarou António Filipe.
Sublinhando que os países que apoiaram os Estados Unidos à revelia das Nações Unidas estão agora a sofrer as consequências, como é o caso do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que «está braços com pesadas baixas no seu próprio gabinete e está sujeito a um inquérito parlamentar na Câmara dos Comuns», o deputado do PCP questionou quais as ilações que o executivo de Durão Barroso irá retirar.
«A maior razão para a guerra, aquela que levou o Governo português a apoiá-la, era afinal falsa. E, agora, de duas uma: ou o senhor primeiro-ministro estava consciente da falsidade ou inconsistência das provas que lhe foram apresentadas, ou não estava», declarou o deputado do PCP.
Caso a decisão do Governo tenha assentado num erro, António Filipe exige que Durão Barroso «retire ilações do comportamento de uma potência que engana os seus aliados».
Afirmando que as ilações não foram retiradas, António Filipe criticou ainda o facto do Governo «continuar a prestar vassalagem aos senhores da guerra», referindo-se desta forma à visita de Donald Rumsfeld a Portugal, na terça-feira passada.
Criticas a Paulo Portas
A este respeito, o deputado do PCP não poupou críticas ao facto do ministro de Estado e da Defesa, Paulo Portas, ter «aceite com todo o enlevo fingir que acredita nas patéticas declarações do senhor Rumsfeld», sobretudo depois do subsecretário da Defesa norte- americano, Paul Wolfowitz, ter afirmado que a existência de armas de destruição maciça no Iraque «não passou de um artificio propagandístico com que a burocracia norte-americana procurou convencer o mundo da necessidade de uma guerra».
Apesar das armas nunca terem aparecido, o «Governo português continua a fingir acreditar que elas um dia hão-de aparecer», concluiu o deputado, terminando com a certeza de que os argumentos apresentados para justificar a guerra «nunca convenceram a opinião pública portuguesa».
«Em Portugal, não podemos deixar de retirar consequências e de pedir responsabilidades a um Governo que, em nome da necessidade de libertar o mundo da ameaça das armas de destruição maciça, supostamente detidas pelo regime iraquiano, decidiu amarrar o nosso país a um seguidismos acéfalo em relação à guerra», declarou António Filipe.
Sublinhando que os países que apoiaram os Estados Unidos à revelia das Nações Unidas estão agora a sofrer as consequências, como é o caso do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que «está braços com pesadas baixas no seu próprio gabinete e está sujeito a um inquérito parlamentar na Câmara dos Comuns», o deputado do PCP questionou quais as ilações que o executivo de Durão Barroso irá retirar.
«A maior razão para a guerra, aquela que levou o Governo português a apoiá-la, era afinal falsa. E, agora, de duas uma: ou o senhor primeiro-ministro estava consciente da falsidade ou inconsistência das provas que lhe foram apresentadas, ou não estava», declarou o deputado do PCP.
Caso a decisão do Governo tenha assentado num erro, António Filipe exige que Durão Barroso «retire ilações do comportamento de uma potência que engana os seus aliados».
Afirmando que as ilações não foram retiradas, António Filipe criticou ainda o facto do Governo «continuar a prestar vassalagem aos senhores da guerra», referindo-se desta forma à visita de Donald Rumsfeld a Portugal, na terça-feira passada.
Criticas a Paulo Portas
A este respeito, o deputado do PCP não poupou críticas ao facto do ministro de Estado e da Defesa, Paulo Portas, ter «aceite com todo o enlevo fingir que acredita nas patéticas declarações do senhor Rumsfeld», sobretudo depois do subsecretário da Defesa norte- americano, Paul Wolfowitz, ter afirmado que a existência de armas de destruição maciça no Iraque «não passou de um artificio propagandístico com que a burocracia norte-americana procurou convencer o mundo da necessidade de uma guerra».
Apesar das armas nunca terem aparecido, o «Governo português continua a fingir acreditar que elas um dia hão-de aparecer», concluiu o deputado, terminando com a certeza de que os argumentos apresentados para justificar a guerra «nunca convenceram a opinião pública portuguesa».