Privados beneficiados em Lisboa
Os vereadores do PCP na Câmara Municipal de Lisboa acusaram, na passada semana, o executivo camarário liderado por Santana Lopes de ceder aos interesses imobiliários, apontando o Parque Mayer e a Feira Popular como exemplos de benefício dos privados em detrimento do interesse público.
Num balanço dos 18 meses de mandato autárquico da coligação PSD-PP, os vereadores comunistas Rita Magrinho e Manuel Figueiredo, o dirigente da bancada do PCP na Assembleia Municipal, Martinho Baptista, e o responsável da Organização da cidade de Lisboa do PCP, Carlos Chaparro, criticaram a incapacidade da Câmara em resolver os problemas da cidade e consideraram que a situação de especulação imobiliária se agravou.
A «apetência pelos grandes negócios imobiliários» ficou demonstrada, segundo Carlos Chaparro, com a última proposta de Santana Lopes que visa a permuta dos terrenos da Feira Popular com as empresas que vão construir o Parque Mayer. Outro exemplo é o da «negociata» do túnel das Amoreiras, «que não faz falta a não ser para agravar os problemas de trânsito», continuou.
Os comunistas de Lisboa defendem que a adjudicação da obra foi ilegal, já que depois da anulação de um primeiro concurso público, foi adjudicada por ajuste directo, mas com alteração do caderno de encargos.
A revisão do PDM foi também objecto de críticas, nomeadamente devido à proposta de «alteração simplificada» apresentada pela vereadora do Urbanismo e que prevê a alteração das cérceas dos edifícios, para acrescentar mais pisos. O caso da alteração de usos no Terreiro do Paço foi igualmente contestado.
O PCP destacou ainda o que considerou serem «tiques de intolerância», a propósito da realização da Corrida contra o Racismo, cujo percurso em que decorre anualmente foi inicialmente proibido, e do desrespeito pelas juntas de freguesia e pelos restantes órgãos municipais.
Num balanço dos 18 meses de mandato autárquico da coligação PSD-PP, os vereadores comunistas Rita Magrinho e Manuel Figueiredo, o dirigente da bancada do PCP na Assembleia Municipal, Martinho Baptista, e o responsável da Organização da cidade de Lisboa do PCP, Carlos Chaparro, criticaram a incapacidade da Câmara em resolver os problemas da cidade e consideraram que a situação de especulação imobiliária se agravou.
A «apetência pelos grandes negócios imobiliários» ficou demonstrada, segundo Carlos Chaparro, com a última proposta de Santana Lopes que visa a permuta dos terrenos da Feira Popular com as empresas que vão construir o Parque Mayer. Outro exemplo é o da «negociata» do túnel das Amoreiras, «que não faz falta a não ser para agravar os problemas de trânsito», continuou.
Os comunistas de Lisboa defendem que a adjudicação da obra foi ilegal, já que depois da anulação de um primeiro concurso público, foi adjudicada por ajuste directo, mas com alteração do caderno de encargos.
A revisão do PDM foi também objecto de críticas, nomeadamente devido à proposta de «alteração simplificada» apresentada pela vereadora do Urbanismo e que prevê a alteração das cérceas dos edifícios, para acrescentar mais pisos. O caso da alteração de usos no Terreiro do Paço foi igualmente contestado.
O PCP destacou ainda o que considerou serem «tiques de intolerância», a propósito da realização da Corrida contra o Racismo, cujo percurso em que decorre anualmente foi inicialmente proibido, e do desrespeito pelas juntas de freguesia e pelos restantes órgãos municipais.