Números nunca vistos
«Não é verdade que a crise se distribui por todos», afirmou a Direcção da Organização Regional do Porto do PCP. em conferência de imprensa, realizada na semana passada. Ela «é consequência da política do Governo PSD/PP».
José Timóteo, Nelson Ferreira e Silvestrina Silva, membros da DORP que participaram no encontro com a comunicação social, denunciaram o aumento do desemprego, que atinge hoje números nunca vistos desde o 25 de Abril, atingindo todas as indústrias da região.
Este é, aliás, o resultado de décadas sem investimentos empresariais e de passividade governamental perante dívidas ao fisco e à Segurança Social, diz a DORP, considerando elucidativo que o ministro da Economia apresente um Programa de Recuperação de Áreas e Sectores Deprimidos, que ele próprio considera não ir «resolver todos os problemas, mas definir rumos», em vez de apostar numa outra política.
Os comunistas do Porto mostram-se também preocupados com a redução de postos de trabalho em empresas multinacionais, como a Yasaki Saltano - que beneficiou de «chorudos apoios» do Fundo Social Europeu - e a Elefanten, entre outras, e, ainda, com as ameaças que surgem de deslocalização para outros países na busca de mão de obra mais barata. Daí que sublinhem a grande importância do Projecto - Lei do PCP que «visa regular os processos de deslocalização de empresas».
A denúncia da DORP abrange também os enormes atrasos de pagamento de subsídio de desemprego, baixas médicas e outras prestações sociais a milhares de beneficiários da segurança social do distrito; o aumento das chamadas rescisões de contrato de trabalho «por mútuo acordo», que mais não são que despedimentos; a falta de pagamento de milhões de contos de créditos em atraso a milhares de trabalhadores de empresas que foram à falência. «É um escândalo», acusam, «que para decretar uma falência, como por exemplo na Molin, se necessite apenas de três dias, e para pagar o que se deve a quem nada tem, sejam necessários anos».
A DORP do PCP, apreciando, finalmente, as comemorações no Porto do «Ano Europeu da Pessoa com Deficiência», regista como positivo o facto de ter sido constituída uma Comissão Distrital para a sua dinamização mas não pode deixar de considerar como negativos os indícios que surgem de instrumentalização política por parte do poder, assim como o conteúdo das comemorações que «quase se esgota na sensibilização», sem dar respostas concretas às necessidades dos deficientes».
Este é, aliás, o resultado de décadas sem investimentos empresariais e de passividade governamental perante dívidas ao fisco e à Segurança Social, diz a DORP, considerando elucidativo que o ministro da Economia apresente um Programa de Recuperação de Áreas e Sectores Deprimidos, que ele próprio considera não ir «resolver todos os problemas, mas definir rumos», em vez de apostar numa outra política.
Os comunistas do Porto mostram-se também preocupados com a redução de postos de trabalho em empresas multinacionais, como a Yasaki Saltano - que beneficiou de «chorudos apoios» do Fundo Social Europeu - e a Elefanten, entre outras, e, ainda, com as ameaças que surgem de deslocalização para outros países na busca de mão de obra mais barata. Daí que sublinhem a grande importância do Projecto - Lei do PCP que «visa regular os processos de deslocalização de empresas».
A denúncia da DORP abrange também os enormes atrasos de pagamento de subsídio de desemprego, baixas médicas e outras prestações sociais a milhares de beneficiários da segurança social do distrito; o aumento das chamadas rescisões de contrato de trabalho «por mútuo acordo», que mais não são que despedimentos; a falta de pagamento de milhões de contos de créditos em atraso a milhares de trabalhadores de empresas que foram à falência. «É um escândalo», acusam, «que para decretar uma falência, como por exemplo na Molin, se necessite apenas de três dias, e para pagar o que se deve a quem nada tem, sejam necessários anos».
A DORP do PCP, apreciando, finalmente, as comemorações no Porto do «Ano Europeu da Pessoa com Deficiência», regista como positivo o facto de ter sido constituída uma Comissão Distrital para a sua dinamização mas não pode deixar de considerar como negativos os indícios que surgem de instrumentalização política por parte do poder, assim como o conteúdo das comemorações que «quase se esgota na sensibilização», sem dar respostas concretas às necessidades dos deficientes».