Para quando a Universidade de Bragança?
A Universidade de Bragança não se tornará uma realidade nos próximos anos, considera António Abreu, dirigente do PCP, num debate sobre o ensino superior realizado na quinta-feira, naquela cidade.
«As dotações do Ministério da Ciência e do Ensino Superior não permitem encarar isso como um dado adquirido ou uma promessa que está a ser cumprida», afirmou o responsável da Comissão Política pelo sector da educação, no debate promovido pela Direcção Regional de Bragança do PCP.
António Abreu referiu que a universidade não será instituída brevemente, pelo «historial de promessas sucessivas que não foram cumpridas» e pela postura do actual Governo em relação ao ensino superior, apesar de esta ter sido uma bandeira eleitoral do PS e do PSD nos últimos 14 anos.
Sublinhando que o PCP defende a criação da Universidade de Bragança, o dirigente comunista criticou os cortes orçamentais no sector, a indefinição acerca da futura lei de financiamento, a imposição de gestores profissionais nas escolas e a situação de precariedade em que se encontram 70 por cento dos professores.
No debate estiveram presentes diversos professores do Instituto Politécnico de Bragança, entre os quais o seu presidente, Dionísio Gonçalves, que declarou que continuará a defender a criação da universidade. «O movimento está criado», acrescentou.