Breves
RASD presente na cimeira UA-UE

A 5.ª edição da cimeira entre a União Europeia (UE) e a União Africana (UA) realiza-se nos próximos dias 29 e 30, em Abidjan. O tema da reunião na capital da Costa do Marfim será «Investir na juventude para um futuro sustentável».

A República Árabe Saaráui Democrática (RASD) confirmou a participação na cimeira, como membro da UA, apesar das pressões de Marrocos para que os seus aliados marfinenses não convidassem os saaráuis.

A UE não reconhece a RASD e a participação dos saaráuis na cimeira de Abidjan «não constitui uma mudança da posição europeia», fez saber Bruxelas.

Marrocos ocupa ilegalmente o território do Saara Ocidental desde 1976. Abandonou em 1984 a Organização da Unidade Africana, a antecessora da UA, em protesto contra a admissão da RASD. Em 2017 regressou à organização pan-africana, onde procura, em vão, isolar e afastar a RASD.

A maioria dos 55 estados africanos defende que tanto a RASD como Marrocos devem ser membros da União Africana.


Vitória do PDGE na Guiné Equatorial

O Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE), que governa o país há quase 40 anos, venceu as eleições legislativas, senatoriais e municipais do dia 12.

O PDGE e 14 partidos aliados conquistaram a totalidade dos 75 lugares de senadores e a presidência de todos os municípios. Ganharam também 99 dos 100 mandatos da Câmara de Deputados, onde um único parlamentar da oposição, do partido Cidadãos para a Inovação, foi eleito no círculo de Malabo, a capital.

Cerca de 300 mil eleitores estavam inscritos e houve uma taxa de participação de 84%. Partidos da oposição denunciaram múltiplas «fraudes» e «irregularidades» mas não apresentaram reclamações.

A Guiné Equatorial, cujo presidente, Teodoro Obiang Nguema, de 74 anos, está no poder desde 1979, introduziu o multipartidarismo em 1991.


Presidente libanês defende Hezbollah

O presidente da República libanês, Michel Aoun, defendeu a presença da Resistência Islâmica Libanesa, o Hezbollah, no governo do Líbano, bem como o direito de o país resistir por todos os meios a agressões.

Aoun falava com o secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheit, que se deslocou a Beirute na segunda-feira, 20, para «explicar» a posição da organização, convocada na véspera pela Arábia Saudita.

A Liga considerou «terrorista» o Hezbollah, devido à participação de combatentes seus nas campanhas contra o terrorismo na Síria e no Iraque apoiado pelos EUA e aliados.

Aoun disse que o Líbano não é responsável por conflitos regionais ou entre outros países árabes, nem ataca ninguém, pelo que não aceita pagar o preço desses conflitos com a sua segurança ou estabilidade política.


Vitória sobre o fascismo é património mundial

A presidente do Conselho da Federação Russa (Senado), Valentina Matvienko, propôs proclamar como património da Humanidade a vitória sobre o nazi-fascismo.

A senadora russa denunciou os casos cada vez mais frequentes, na Europa, de destruição de monumentos às vítimas ou aos heróis da II Guerra Mundial.

Na Polónia, uma lei de «descomunização» da sociedade prevê a eliminação de monumentos que tenham alguma relação com a União Soviética, o que se traduziria na destruição de grande parte dos monumentos que homenageiam o Exército Vermelho. Na Ucrânia, um conhecido fascista, Stepan Bandera, responsável pelo assassínio de milhares de pessoas, como consta em documentos do Julgamento de Nuremberga, é agora considerado herói por alguns partidos. Nas repúblicas bálticas ex-soviéticas (Lituânia, Letónia e Estónia), há casos de agressões a combatentes antifascistas e de marchas de veteranos dos corpos de elite das SS, o braço armado do partido nazi alemão.