Esquerda Unitária Europeia recebe Cristina Kirchner

A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, visitou, dia 10, o Parlamento Europeu, a convite do Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verde Nórdica (GUE/NGL), sob proposta dos deputados do PCP.

Cristina Kirchner participou na reunião do Grupo GUE/NGL e numa sessão pública que contou com a participação dos deputados João Pimenta Lopes, Xabier Benito e Marina Albiol do GUE/NGL, bem como de deputados de outros grupos políticos.

Ambos os encontros tiveram como objectivo discutir e aprofundar o conhecimento sobre a situação política e social na Argentina, em particular, e na América Latina em geral, bem como expressar uma forte mensagem de solidariedade com a luta dos povos nesta região.

Após a eleição de Mauricio Macri como presidente da Argentina iniciou-se neste país um acerto de contas com as medidas de sentido progressista implementadas pelos governos de Néstor Kirchner e Cristina Kirchner e que beneficiaram a maioria do povo argentino.

Como resultado da política neoliberal existem actualmente mais 1,5 milhões de pobres e mais 600 mil sem abrigo. O país está em recessão e a inflação em 2016 ascendeu a 40 por cento, estando em marcha um programa de encerramento de empresas, de desindustrialização, de despedimentos em massa e de brutal subida dos preços dos serviços públicos.

O aumento das tarifas da electricidade, água, gás e combustíveis, para além do impacto directo nos orçamentos familiares, pressionou a subida dos preços de todos os bens de consumo.

A tudo isto junta-se um brutal ataque à escola pública, aos professores e aos activistas sociais, de que se destaca o caso de Milagro Sala, activista social, que se encontra neste momento presa.

Face a esta brutal ofensiva contra os seus direitos e condições de vida os trabalhadores e o povo argentino têm resistido nas ruas e realizado importantes acções de luta.

Os deputados do PCP no PE expressaram a sua solidariedade com a luta dos trabalhadores e do povo argentino em defesa das conquistas sociais e contra a política neoliberal e revanchista de Mauricio Macri.




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