• Jorge Messias

Sionismo, Secretismo, Maçonaria e Vaticano

«Globalização não é um conceito sério. Nós, americanos, inventámo-lo para dissimular a nossa política de invasão económica de outros países ...»(John Kenett Galbraith, professor norte-americano de Economia, «História da Economia»).

«O imperialismo é o capitalismo na fase de desenvolvimento caracterizada pelo domínio dos monopólios e do capital financeiro, quando adquiriu vincada importância a exportação de capitais e se inicia então a divisão da posse do mundo por parte dos trusts internacionais, bem como se conclui a partilha de toda a Terra entre os países capitalistas mais importantes» (V.I. Lenine, «O Imperialismo, fase superior do Capitalismo»).

 «A respeito de Religião, constatamos na sociedade uma indiferença crescente … Porém, um dos fundamentos da convivência bem sucedida é a religião. Assim como a religião precisa de liberdade, também a liberdade tem sede de religião!» (Bento XVI, visita pastoral, 2011).

 Passam os dias, voam as horas e o panorama das nações está cada vez mais escuro. O grande capital manteve em cena, anos a fio, os quadros da comédia «vida fácil e sucesso pessoal» que o crédito bancário estimulava e o «confortável» abandono dos campos, das pescas e das oficinas ou a imediata compra e venda do produto tornavam possível.

Tudo era utopia. Aos empresários chamavam empreendedores, aos trabalhadores, parasitas! Os políticos «televisíveis» eram apontados como cidadãos modelo que se colocavam ao serviço da comunidade, sem mais interesses que não fossem os da solidariedade e da entrega. Os milionários convertiam-se em filantropos ou em campeões das «lutas contra a pobreza». Diziam os patrões que progredia a «concórdia» entre as classes sociais quando, na verdade, se agravavam surdamente os índices do desemprego real, do custo de vida e se alargava o fosso entre pobres e ricos.

Aquilo que os governos, os capitalistas e a Igreja católica diziam a respeito do País e do mundo, era mentira radical. Cultivavam o mito. Mas todos os que falavam ou escreviam sabiam que a riqueza era roubada ao povo, passava pelos monopólios e ia concentrar-se nos bancos onde crescia em flecha e se transformava em arma cada vez mais poderosa ao serviço da «nova ordem» do grande capital.

Assim chegámos ao ponto em que as coisas estão. O dinheiro abunda mas é absorvido pelos poucos monopólios de primeira linha os quais, fatalmente, continuam a tentar engolir-se uns aos. O resto é folclore e paisagem. A posse do dinheiro e do poder ocupa o lugar central das atenções dos mais ricos. Que importa que morram milhões de míseras criaturas se o seu sacrifício for exigido pela troika ou pelo saneamento da dívida pública do Estado?

O tempo que vivemos e o mais que está para vir prenunciam dias bem duros e difíceis. Dias de luta e de sacrifício, combates de vida ou de morte contra os corruptos, os profetas das «piedosas» promessas, os usurários, os renegados do 25 de Abril e os fascistas.

Sem ilusões, vamos à luta!

Abril não é um sonho. É um projecto de futuro, ainda por realizar.

 

O lugar do Vaticano



Em tudo isto, o papel desempenhado pela Igreja é vergonhoso. Bem pode a Cúria continuar a chamar-lhe comunidade do mistério e da fé que poucos nisso ainda acreditarão. O que torna poderosa a Igreja é o dinheiro que tem e as influências que move. Por isso se cala perante a injustiça e pratica, ela própria, o crime. O segredo é a alma do negócio. Mas já ninguém pode ocultar que «o Vaticano é dono do Hemisfério Ocidental». É dono de meio mundo!.. E quer ir à conquista do que ainda não tem.

A sede desse poder situa-se num eixo transatlântico que liga Roma a Washington mas também se ramifica por toda a Europa, por África e pela América Latina. Há quem afirme que o Estado norte-americano é já uma colónia da Santa Sé. Esta, domina 51% do capital dos principais bancos; tem redes instaladas horizontalmente em todos os grandes partidos políticos, na comunicação social e nas instituições assistenciais as quais, nos EUA, desempenham o papel que em Portugal é cobiçado pelas ONG e IPSS. Tem alianças preferenciais com a Maçonaria. Possui uma pesada carteira de interesses no petróleo, nos aços, na indústria automóvel, nos armamentos, na energia, nas linhas aéreas, nas minas, na construção civil, etc.

Todas as grandes decisões políticas americanas se sujeitam, já, aos pareceres prévios do Vaticano.



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