Franceses desejam revoltar-se

Mais de metade dos franceses desejaria uma revolta popular no seu país, revelou um inquérito encomendado pelo L'Humanité Dimanche, que dá conta de um agravamento das desigualdades sociais num dos países mais ricos da Europa.

Em simultâneo, a sondagem, realizada entre 10 e 13 de Fevereiro, indica que uma percentagem praticamente idêntica considera que o povo francês não seria capaz de levar a cabo a revolta. Ainda assim, entre os 58 por cento de partidários da rebelião, 49 por cento acreditam que o conjunto do povo pode realizá-la.

E motivos não faltam num país onde 30 por cento das pessoas não têm dinheiro para se aquecer no Inverno. De resto são questões sociais que levam a maioria dos franceses a entrever uma saída através da luta: a situação laboral é a principal razão para 47 por cento dos inquiridos; segue-se o custo da Saúde (46%); as desigualdades sociais (46%); o poder de compra (42%); e as perspectivas de futuro (ou a sua ausência) para as novas gerações (42%).

Num universo de 1247 inquiridos, 57 por cento dos que se declaram simpatizantes da esquerda vêem um movimento popular como uma possibilidade real, opinião que é partilhada por apenas 39 por cento dos que se dizem de direita.

O estudo conclui que há mais franceses que desejam uma alteração revolucionária do que aqueles que acreditam na sua possibilidade.



Mais artigos de: Europa

Direitos arrasados

Os sindicatos romenos admitem recorrer à greve geral para travar o desmantelamento da legislação laboral e a eliminação dos direitos elementares dos trabalhadores.

Cruzada reaccionária

O governo checo, dominado pelo Partido Cívico Democrático (ODS), lançou uma campanha com o objectivo declarado de ilegalizar do Partido Comunista da Boémia-Morávia (KSCM).

Protestos eclodem no Norte

Mais de 20 mil pessoas manifestam-se, dia 2, no Norte de Nicósia, contra as medidas de austeridade impostas pela Turquia, potência que mantém a parte Norte do Chipre sob ocupação desde 1974. Já em 28 de Janeiro a população do Norte se tinha manifestado contra as...

Comissário demarca-se de posição sobre Líbia

O comissário europeu maltês, John Dalli, demarcou-se da posição oficial da União Europeia sobre a Líbia, recusando-se a exigir a demissão de Muammar Khadafi. Numa intervenção pública, dia 4, em Malta, Dalli considerou não ter o direito de se...

A política agrícola que faz falta

«Agricultura familiar e mundo rural – Soberania alimentar para Portugal»: mais uma iniciativa organizada no âmbito da campanha Portugal a produzir, que contou com a participação de mais de duas centenas de pessoas, agricultores e gente ligada ao meio...