Unidade e força para devolver confiança ao povo português
Depois de visitar, no dia 30, a Feira de Agosto, Paulo Raimundo participou no jantar-convívio que se realizou, no mesmo espaço, em Grândola. Na sua intervenção, para além apelar à participação na Festa do Avante!, dirigiu severas críticas à política desastrosa do Governo. Dois dias antes, na sexta-feira, visitou também as Festas Populares de Corroios, no Seixal.
Começando por se dirigir aos envolvidos na elaboração do jantar, o Secretário-Geral esclareceu que os seus agradecimentos não se tratavam de «palavras ocas» ou «de circunstância», mas antes um «reconhecimento da nossa forma de estar, de nos organizarmos e do nosso empenho, dedicação e militância por uma causa comum». O dirigente falava no final da refeição em Grândola, já depois de uma visita à Feira de Agosto, em que contactou com a população ao passar pelas diversas bancas no recinto.
Grande Festa de solidariedade
Voltando a sua atenção para a Festa do Avante!, outra grande construção colectiva, Paulo Raimundo apelou a que todos se esforcem por levar mais uma pessoa até à Atalaia no próximo fim-de-semana. Levar amigos, colegas, quem está ao nosso lado e até àqueles que não conhecemos, é «esta a nossa obrigação política e ideológica: permitir que outros tenham acesso à festa da cultura, música, ciência, gastronomia, do desporto e das crianças.
Projecto de assalto aos trabalhadores
Momento edificado pelo e para o povo, a Festa é também de todos aqueles que derrotaram o pacote laboral e demonstraram que não há nada que consiga travar a força organizada dos trabalhadores, salientou Paulo Raimundo. «É essa força imensa, com consciência da sua capacidade, que vai travar o rumo que está em curso no nosso País, às mãos das multinacionais e de um Governo para quem tudo é negócio», afirmou.
Referindo-se aos recentes anúncios sobre as alterações à carreira docente, o Secretário-Geral explicou, de forma sucinta o «simples e fácil» plano do Governo: fazer aprovar o pacote laboral e insistir em alterações faseadas na administração pública, a começar pelos professores e, depois, pelos enfermeiros, médicos e «por aí fora, até ao fim». Depois disso – a «cereja no topo do bolo» –, «pôr as mãos no dinheiro do trabalho», o mesmo que dizer «assaltar o dinheiro da Segurança social. «Pois daqui se afirma: atrevam-se a tentar pôr a mão no dinheiro do trabalho, a cortar pensões ou a privatizar a Segurança Social e terão uma resposta ao nível da que tiveram contra o pacote laboral», avisou.
Partido mais forte para salvar o povo
«Temos uma confiança inabalável na força dos trabalhadores, do nosso povo e da juventude» e, acrescentou, neste «Partido de projecto, de ideal» que «queremos mais forte». Mas «não queremos um Partido maior para sermos mais e ficarmos contentes», salientou. «Queremos um Partido maior, mais forte, com mais militantes e mais organização para dar mais ânimo ao nosso povo, abrir caminho à luta dos trabalhadores e construir o Portugal que precisamos», concluiu.
Construir confiança no futuro
Sobre um Partido reforçado falou também Miguel Gonçalves, membro da Direcção da Organização Regional do Litoral Alentejano do PCP e responsável pela Organização Concelhia de Grândola, que interveio antes do Secretário-Geral. Um PCP mais forte é uma condição essencial para garantir o desenvolvimento da região, salientou. Um Partido mais forte «nas empresas e locais de trabalho, nas freguesias e concelhos, junto da juventude e mais ligado aos trabalhadores e à população, mais capaz de intervir sobre cada problema concreto, de organizar a luta e de construir confiança na possibilidade de uma vida melhor». Antes de terminar, Miguel Gonçalves dedicou parte da sua intervenção aos problemas enfrentados pela população naquela região: a dificuldade em aceder à habitação e a cuidados de saúde, a falta de transportes – em particular o ferroviário – e o aumento do custo de vida.
Na iniciativa participaram também Ângelo Alves, da Comissão Política, e André Martelo, membro do Comité Central do PCP.
Visita às Festas de Corroios «tem de estar no calendário»
Paulo Raimundo visitou, na noite de dia 28, as Festas de Corroios, no Seixal. Em declarações ao Avante!, afirmou que a visita «tem de estar no calendário» por ser um «momento privilegiado» para conhecer a realidade local e contactar a «grande e diversa realidade associativa».
O Secretário-Geral integrou, no percurso, uma arruada com dezenas de militantes e amigos, parando nas bancas de associações e pequenos comerciantes – além dos espaços dos bombeiros, da Câmara e da Junta. Foi ainda por diversas vezes parado por cidadãos. «É sempre assim», esclareceu, frisando que, ali como noutros eventos, «as pessoas dirigem-se, falam connosco, dão apoio, colocam dúvidas».
No final da visita, Paulo Raimundo, em cima de uma cadeira, num breve discurso improvisado, agradeceu a «militância intensa» dos que «montaram, construíram e garantiram o funcionamento da presença do Partido nas Festas», e deixou o repto: «Que cada um dê mais um pouco para que tenhamos uma Festa do Avante! ainda mais bonita, ainda mais linda.»
Paulo Raimundo esteve acompanhado por João Frazão e Paula Santos, da Comissão Política, e por Paulo Silva, presidente da Câmara, e Hugo Constantino, presidente da Junta, eleitos pela CDU.




