Saúde 24 ignora SAP de Benavente
A Saúde 24 está a encaminhar utentes para as urgências hospitalares, em vez do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Benavente, denuncia a Comissão de Utentes do Concelho de Benavente (CUCB).
A Saúde 24 deve estar ao serviço dos utentes
A comissão dá como exemplo o caso recente de um dos seus membros, que necessitou de uma consulta urgente devido a uma infecção grave. Apesar de ter informado que o SAP de Benavente era mais próximo e dispunha da equipa completa, foi encaminhado para as urgências do Hospital de Vila Franca de Xira. Depois de várias horas sem ser atendido e com fortes dores, voltou a contactar a Saúde 24, acabando encaminhado para o SAP de Benavente, onde, segundo a CUCB, deveria ter sido atendido desde o início.
A comissão considera que estes encaminhamentos causam transtornos aos utentes e contribuem para o congestionamento das urgências hospitalares. Para esclarecer a situação, voltou a solicitar uma reunião com a direcção da ULS Estuário do Tejo.
A CUCB critica ainda a gestão da Saúde 24 pela Altice, considerando que o serviço não apresenta «a qualidade inerente» a uma resposta desta natureza, e questiona a promoção das teleconsultas como resposta preferencial, mesmo quando os utentes manifestam necessidade de atendimento presencial.
IVG entregue ao privado
As Comissões de Utentes da Saúde de Almada e do Seixal contestam a decisão da ULS Almada-Seixal de recorrer a uma clínica privada para realizar interrupções voluntárias da gravidez (IVG), considerando que a medida fragiliza o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Em reunião com o Conselho de Administração da ULS, as comissões questionaram a transferência destas intervenções para o sector privado. A administração justificou a decisão com a «falta de recursos humanos – médicos e de enfermagem», admitindo que possa ser temporária.
As estruturas de utentes alertam, contudo, para o risco de uma solução apresentada como temporária se tornar definitiva. Defendem que os recursos públicos devem ser canalizados para reforçar o SNS e resolver a falta de profissionais, e não para financiar cuidados prestados por entidades privadas.




