PCP contra destruição "à peça” do SNS
O SNS só poderá cumprir a sua função se existirem equipamentos dotados do pessoal e dos equipamentos necessários. É isso que o PCP exige em todo o País, em contraponto à política de desmantelamento e privatização de sucessivos governos.
Os custos do novo Hospital da Madeira podem triplicar face ao projectado
Na Região Autónoma da Madeira, o PCP está preocupado com as obras do novo hospital regional e fez saber isso mesmo ao Representante da República, no dia 10. Na ocasião, o dirigente comunista Edgar Silva referiu que foram apresentadas «diversas questões relativas à gigantesca derrapagem financeira nas obras do Novo Hospital e no respeitante aos inaceitáveis atrasos nas obras».
O membro do Comité Central do PCP denunciou o «gravíssimo erro de gestão da obra, cuja responsabilidade é do Governo Regional da Madeira. O fatiamento do projecto foi um erro fatal. Em lugar de um concurso global para um projecto global, os governantes optaram pela multiplicação de concursos públicos para diferentes etapas do projecto, num processo que é insólito em relação à construção de hospitais públicos em Portugal». Os resultados «estão à vista» nos custos que se estimam que possam vir a ser «superiores ao triplo do inicialmente programado», afirmou.
Edgar Silva salientou ainda que o Governo da República «há muito já deveria ter dito se está ou não disponível para cobrir os encargos da gigantesca derrapagem financeira e os sobrecustos necessários à conclusão do Novo Hospital na Madeira», do mesmo modo que a Região precisa de saber se a República «considera ou não viável o novo hospital» – que, insiste, é um direito dos madeirenses e porto-santenses.
De reforma em reforma…
Em Coimbra, a Comissão Concelhia do PCP responsabiliza o «desinvestimento prolongado e intencional» do SNS e a «desestruturação e empresarialização dos serviços» pelo encerramento do Centro de Saúde de Souselas. As muitas “reformas” do SNS assumidas por governos do PS e do PSD, «acrescidas do engodo da “descentralização” (municipalização), transformaram um serviço modelar num emaranhado de respostas insuficientes e desestruturadas que, em muitos casos, resultam no encerramento de serviços».
E mais: «num sistema integrado em que o concurso para recrutamento de trabalhadores garantia a cobertura da rede por quadros estabilizados de pessoal, impera agora o esquema empresarial, em que o “convite” e o “incentivo” nas unidades nunca têm como prioridade os interesses do utente.»
Os comunistas alertam para as consequências deste encerramento, nomeadamente o elevado número de utentes concentrados no Centro de Saúde de Eiras e denunciam a posição de obediência dos órgãos de poder local, remetidos a “remediadores ocasionais”.




