Inacção pós-tempestades agrava risco de incêndio
Os efeitos das tempestades – especialmente na época de incêndios – continuam a marcar a agenda da bancada comunista, cuja líder visitou, no dia 30, zonas afectadas em Tomar.
Biomassa por limpar é combustível para incêndios
Nas freguesias de Serra, Olalhas e Junceira, Paula Santos esteve em locais atingidos pelas intempéries e contactou as juntas destas localidades. Os executivos relataram, por exemplo, o arrastar pelo município da emissão de documentos necessários ao acesso a financiamento público pelas juntas, as falhas nas telecomunicações ou a massa florestal caída, que permanece por recolher e limpar, e que poderá ser combustível para futuros incêndios.
No dia 1, Alfredo Maia criticou a inacção em acelerar as operações de limpeza de terrenos, com um volume «enormíssimo» de biomassa disponível para novos fogos. O deputado criticou, igualmente, décadas de políticas de desinvestimento na floresta, abandono de matas nacionais e ausência de ordenamento.
PCP apresenta soluções
O Partido deu entrada, no dia 1, a um projecto de resolução com medidas urgentes para abertura de caminhos, limpeza segura, reforço de vigilância e prevenção de incêndios em zonas como a Mata Nacional de Leiria. A bancada propõe, por exemplo, o desenvolvimento de operações localizadas de remoção de material lenhoso, a avaliação e identificação das zonas mais críticas de exposição a risco de incêndio, o reforço da presença de sapadores florestais no terreno e a calendarização das acções de limpeza até Abril de 2027.
O PCP já deu também entrada a iniciativas para apoiar os pequenos produtores e empresários e repor a capacidade produtiva da região, financiar a reparação e aquisição de equipamentos de associações e IPSS e constituir equipas especializadas para a apreciação das candidaturas aos apoios públicos.




