Estudante aceite em Lisboa impedido de sair da Faixa de Gaza
A bancada comunista foi contactada por um cidadão português que lhe apresentou uma situação que reputou de «extrema gravidade e urgência», e que motivou uma pergunta endereçada ao ministro dos Negócios Estrangeiros, no dia 22, questionando sobre as medidas que o seu ministério pretende tomar.
A situação relatada prende-se com Ahmed Al Najjar, cidadão palestiniano actualmente retido na Faixa de Gaza «sob condições de risco extremo», que foi recentemente admitido como estudante no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa.
No entender do PCP, face ao «bloqueio total de movimentos na região», exige-se que o Governo, através da Secção Consular de Ramallah e da Embaixada no Cairo, inclua o nome do palestiniano nas listas de coordenação diplomática para autorização de saída, emitindo o respectivo salvo-conduto ou visto humanitário.
Os deputados comunistas sublinham que, no contacto efectuado pelo cidadão português, este deixou expressa a assumpção de toda a responsabilidade pelo acolhimento do estudante palestiniano, garantindo alojamento e despesas de subsistência, «isentando o Estado português de qualquer encargo financeiro».
Esta não é a primeira vez que uma situação destas ocorre, sendo de recordar a inacção do Governo quanto ao caso do palestiniano Tarek Al Farra, também aceite numa faculdade de Lisboa e impossibilitado de sair de Gaza. O jovem acabou por conseguir ir para Itália, onde está a estudar.




