Pacto Estratégico para a Saúde não salvará SNS

O PCP reagiu, no dia 9, à iniciativa presidencial do chamado Pacto Estratégico para a Saúde e informou que será Bernardino Soares, membro do Comité Central, quem representará o Partido no grupo.

Na sua declaração, o PCP salientou que o pacto, independentemente do seu sentido e intenção, não conduzirá ao que se impõe e exige quanto a uma verdadeira política de valorização do SNS e dos seus profissionais, condição primeira e indispensável à garantia de acesso de todos à prestação de cuidados de saúde de forma pronta, acessível e de qualidade. Em parte, porque o seu resultado traduzir-se-à, nas actuais circunstâncias e com o actual arranjo das forças políticas, num «novo e mais formalizado ataque ao SNS e de favorecimento aos grupos económicos que fazem da doença um negócio».

«De facto, não é crível que aqueles que tudo têm feito para atacar o SNS e comprometer o direito à Saúde consagrado na CRP sejam componente séria para encontrar as respostas que o reforcem e afirmem como garantia primeira e principal desse direito», lê-se na nota de imprensa, em que se acrescenta que tal iniciativa «poderá caucionar e branquear o percurso de ataque ao SNS dessas forças políticas», sem contribuir para «garantir a sua defesa e valorização».

Prova disso, salientou o Partido, é a figura escolhida (Adalberto Campos Fernandes, ministro da Saúde de 2015 a 2018) para coordenar o pacto, conhecida pelo seu posicionamento e visão favoráveis a um crescente papel dos grupos económicos no sector.

 



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