Greves em Itália nos aeroportos, transportes, saúde e educação

Uma greve aeroportuária estendeu-se, na segunda-feira, 11, a várias das principais cidades de Itália, convocada por diferentes sindicatos para exigir o cumprimento dos direitos laborais. A paralisação foi convocada pela Federação Italiana de Trabalhadores dos Transportes (FILT), a União Italiana do Trabalho (UIL), a Associação Nacional de Profissionais da Aviação Civil (Anpac), a União Geral do Trabalho (UGL) e outros sindicatos, cujos filiados denunciam a progressiva deterioração dos seus direitos.

Um comunicado conjunto das estruturas sindicais assinala que a greve afectou o tráfego aéreo nos terminais de Roma, Milão, Nápoles, Palermo e Cagliari, entre outras cidades. No caso dos aeroportos Fiumicino e Ciampino, da capital italiana, houve também uma greve de controladores aéreos. A paralisação foi para diante após três meses de negociações sem resultados concretos.

Entre as companhias aéreas mais afectadas pela paralisação aeroportuária encontram-se a Easy Jet, cujos pilotos se declararam em greve durante o próprio dia da mobilização, e a ITA Airways, que logo nas primeiras horas anunciou o cancelamento de 138 voos, representando cerca de 38 por cento da sua programação diária.

Os sindicatos italianos anunciaram que para este mês de Maio estão previstas outras greves nacionais, entre as quais a dos transportes por estrada, no dia 17, e as dos trabalhadores do sector ferroviário e dos serviços de saúde, no dia 18.

Entretanto, estudantes e professores de mais de 60 localidades italianas entraram em greve no passado dia 7 para protestar contra as ditas “reformas” na educação apresentadas pelo governo Meloni, que «visam subordinar o sector da educação aos interesses da indústria e à militarização» do país.

 



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