A violência irracional e gratuita, a necessidade que alguns homens têm de afirmação da sua virilidade através das aptidões físicas, de músculos acesos ou de soezes impropérios lançados contra o outro, que ignoram quem seja, que é apenas um estranho, com outra cor, outra religião, outros hábitos culturais, alguém que se encontra num bar a beber calmamente uma cerveja e é desafiado, por motivos fúteis, misóginos ou racistas, para um duelo insensato, é ainda prática entre os marginalizados gerados pelo neoliberalismo que tudo corrói, numa Europa assustada e insana.